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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Papillon Viaja // Roteiro de Viagem – Barcelona (Parte 2 – Locais a Visitar)

Publicado originalmente a 15 de Abril de 2015

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Depois de vos ter falado aqui das Considerações Gerais da minha viagem a Barcelona, venho hoje falar-vos dos locais que visitei.

A vida cultural da cidade é riquíssima e em todo o lado se encontram museus, que nos apresentam desde múmias egípcias a obras de arte contemporânea.

Apesar de adorar visitar museus, confesso que o meu maior interesse nesta cidade eram as obras de Antoni Gaudí – arquitecto que viveu e trabalhou em Barcelona – bem como a zona do Bairro Gótico, por clara sugestão dos livros de Carlos Ruiz Zafón.

Para me conseguir organizar melhor, vou falar-vos dos locais que visitei pela ordem de visita. Não quer dizer que seja a melhor forma de conhecer a cidade, mas foi como nos organizamos.

Vamos lá?

Parque Güell
O Parque Güell é um grande parque urbano, situado no distrito de Gràcia. Inicialmente destinado a ser uma urbanização, foi concebido pelo arquitecto Antoni Gaudí, por encomenda do empresário Eusebi Güell.
Construído entre 1900 e 1914, revelou-se um fracasso comercial e foi vendido ao Município de Barcelona em 1922, tendo sido inaugurado como parque público em 1926.
Em 1969 foi nomeado Monumento Histórico Artístico de Espanha, e em 1984 foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
No recinto do parque, numa casa onde Gaudí morou durante quase vinte anos, funciona desde 1963 a Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui objectos pessoais e obras de Gaudí.
A entrada no Parque fica por 8€, custando a entrada na Casa-Museu Gaudí 5,5€


La Pedrera / Casa Milà
A Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, é um edifício também desenhado por Antoni Gaudí e construída entre os anos 1905 e 1907, por encomenda de Pere Milà i Camps e sua esposa Roser Segimon.
Está situada no Passeig de Gràcia e, na época, foi uma obra muito controversa por causa da fachada de pedra ondulante e varandas de ferro forjado projectadas por Josep Maria Jujol.
Os habitantes da cidade da altura consideravam-no feio, daí a alcunha de ‘pedreira’.
Actualmente é parte do Património mundial da UNESCO, juntamente com outras obras de Antoni Gaudí.
O edifício não possui quaisquer linhas rectas, podendo ser considerado mais uma escultura do que um edifício convencional.
A entrada em La Pedrera custa 20,50€ e inclui áudio-guia.


Casa Batlló
Descendo o Passeig de Gràcia – a cerca de 500 m da Casa Milà – deparamo-nos depois com a Casa Batlló.
A Casa Batlló, foi construída inicialmente no período 1875 a 1877, sendo posteriormente – em 1900 – adquirida pelo rico industrial Josep Batlló.
Nessa altura, o arquitecto Antoni Gaudí foi contratado pelo proprietário para projectar um novo edifício para o local, demolindo o existente. No entanto, por sugestão do arquitecto, o proprietário mudou de ideias e optou por uma reforma e remodelação, executada no período de 1904 a 1906.
A fachada principal tem uma composição de mosaicos coloridos, balcões com formas orgânicas, uma grande tribuna com pilares que lembram ossos humanos e, coroando a composição, o telhado ondulado com escamas que lembram um enorme dragão.
Dentro do edifício todos os detalhes são muito minuciosos, desde maçanetas de porta a rebaixamentos de tecto, tendo os movimentos dos oceanos como inspiração.
A entrada na Casa Batlló custa 21,50€ e inclui áudio-guia.


La Rambla
Continuando a descer o Passeig de Gràcia, chegamos à Plaça de Catalunya, onde encontramos o El Corte Inglés e o Hard Rock Café (onde se come muito bem, diga-se de passagem).
Continuando a descer em direcção ao Mirador de Colom, atravessamos Las Ramblas.
Nesta avenida são encontrados quiosques de flores, cafetarias, restaurantes e lojas comerciais.
Além disso, passeando pela Rambla, podem admirar-se vários edifícios de interesse, como o Palau de la Virreina, o Grande Teatro do Liceu e o sobejamente conhecido Mercado da La Boqueria.
A Rambla termina junto ao Porto Velho, onde o Mirador de Colom aponta para o mar.


El Bosc De Les Fades

Mesmo a chegar ao Mirador de Colom numa rua à esquerda (quando virados para o mar) encontramos o Museu de Cera.
Aí, numa ruelazinha encontramos uma porta de madeira, discreta, com um quadro a anunciar El Bosc De Les Fades. Entramos! E recomendo que todos entrem!
El Bosc De Les Fades é um pequeno um pequeno ‘café de fadas’, com uma pequena floresta onde podemos (literalmente) tomar um cafézinho por baixo de árvores e ao lado de fontes de água.
Percebi depois que também se pode aceder a este café através de uma loja Passage Del Temps – mesmo em frente ao Museu de Cera.


Bairro Gótico

O Bairro Gótico – Barri Gòtic – é um dos quatro bairros que formam o distrito da Ciutat Vella e conserva a arquitectura típica do estilo gótico. É o núcleo mais antigo da cidade e seu centro histórico.
A minha vontade de visitar esta parte da cidade veio claramente das referências de Zafón, e fui completamente seduzida pelo seu ar romântico e misterioso.


Catedral de Santa Eulália

A Catedral de Santa Eulália Foi erguida entre os séculos XIII e XV e é também conhecida como Catedral de Barcelona. Está localizada na praça Pla de la Seu, e como o próprio nome diz, está dedicada a Santa Eulália, padroeira da cidade. É a Catedral mais importante de Barcelona e símbolo do Bairro Gótico.
Aparentemente a entrada é gratuita da parte da manhã (excepto aos Domingos) mas, como fomos durante a tarde a entrada ficou por 7€.


Passadiço da Carrer Bisbe

Este passadiço de estilo gótico foi construído em 1928 por um seguidor de Antoni Gaudi e liga o edifício do Palau de la Generalitat e a Casa del Canonges.
Segundo a história, muitas dessas pontes eram construídas no sentido de permitir que as pessoas importantes e de classes mais altas não se misturassem com as pessoas da rua.
O passadiço é um dos pontos turísticos do Bairro Gótico e era algo que eu queria muito ver. Adivinham porquê?


Templo Expiatório da Sagrada Família

Templo Expiatório da Sagrada Família é uma monumental igreja de Barcelona, iniciado em Março de 1882 pelo arquitecto diocesano Francisco de Paula del Villar e continuada, a partir do ano seguinte, pelo arquitecto Antoni Gaudí. Esta foi uma obra com que Gaudí se ocupou até sua morte, em 1926.
Desde então, vários arquitectos continuaram o trabalho seguindo a ideia e os esboços originais.
Desde o início da sua construção – há mais de 133 anos – a obra sempre foi desenvolvida a partir de doações. Por isso, e como afirmou Gaudí, ‘A Sagrada Família é feita por pessoas e  espelha um trabalho que está nas mãos de Deus e na vontade do povo’.
A construção continua – lentamente – e o seu término está previsto para até 2020 (Será?).
A entrada no Templo Expiatório da Sagrada Família custa 15€, a subida às torres fica por 4,5€ e, o áudio-guia (não incluído) pode ser alugado por 4,5€.

Dica de ouro: Comprem as entradas para a Sagrada família online! Eles não vendem bilhetes de entrada com antecedência (só podem comprar para o próprio dia e as filas são enormes), pelo que compensa comprarem previamente, online
Tivemos a sorte de ir para a fila às 8h (que sorte!) comprar entrada para as 9h. No entanto, a maioria da pessoas que compra de manhã – depois de horas na fila –só consegue entrada a partir das 12h30. E sim, a entrada é com hora marcada, bem como a subida às torres. Por  esta razão, recomendo que comprem os bilhetes para a subida às torres para cerca de 30 minutos depois da hora de entrada.


❤ Montjuïc

Montjuïc é uma colina situada na zona sudoeste da cidade – no bairro de Sants – e oferece uma infinidade de áreas verdes e jardins, atracções culturais, centros desportivos e locais olímpicos.

Montjuïc também é o lar de museus, acolhendo a Fundació Miró, o Museu d'Arqueologia, o Museu Etnològic e o Museu Nacional d'Art de Catalunya-MNAC, estando este último alojado no Palau Nacional.

A Fonte Mágica é outro local de interesse a visitar em Barcelona e tenho pena de não ter podido visitá-la de noite. Deve ser lindíssima!


Castelo de Montjuïc

Castelo de Montjuïc é uma antiga fortaleza militar e está situado no cume da montanha de Montjuic.
A entrada no Castelo custa 3€.

Outras informações

♥ Os monumentos e museus são caros?
São, como puderam ver pelos preços que referi basta visitarem as 3 principais obras de Gaudí (Casa Milà + Batlló + Sagrada Família s/ áudio-guia) para gastarem facilmente 60€.
Valem a pena? Valem! Para quem aprecia museus e para quem aprecia arquitectura valem sim!

Apesar de nesta viagem não ter visitado verdadeiramente museus (pintura, escultura, etc…) vi que existem cartões de desconto – como o Barcelona Museum Pass – que podem valer a pena!

Existe ainda o Barcelona Card que, além de incluir a entrada gratuita num vasto leque de museus, oferece pequenos descontos na compra de bilhete para outros locais e serviços, incluindo transportes.

Fazendo as contas, e atendendo aos locais que queria visitar, não achei que compensasse (para mim!) adquirir nenhum destes cartões. No entanto, e para quem quer visitar sobretudo museus, esta pode ser uma excelente dica.

E foi isto!
Espero que tenham gostado do post e, caso tenham mais dicas ou sugestões sobre a cidade ou sobre viagens, deixem nos comentários que eu vou adorar saber!
Um grande Beijinho e até à próxima!


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1 comentário:

  1. Barcelona é das cidades mais bonitas que tive a oportunidade (e felicidade) de visitar até hoje! Visitei quase todos os locais que referes aqui, mas sem dúvida que o meu preferido foi a Sagrada Família, é de ficar de queixo caído!!

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