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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Lendo Guerra e Paz #7 // Tomo II – 4ª Parte

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos novamente da leitura de Guerra e Paz, desta vez em relação à 4ª parte do 2º Tomo.

Nesta parte, mais curtinha, acompanhamos de perto a família Rostov e a forma como os problemas financeiros da mesma estão, aos poucos, a levar a um clima de tensão.

Vamos lá?

Começamos esta 4ª parte junto de Nikolai Rostov e ficamos a saber que, sucedendo a Deníssov, este comanda um esquadrão do regimento de Pavlogrado. Rostov está satisfeito com a sua vida militar, mas, uma carta da mãe, informando-o do noivado de Natacha, bem como das dificuldades financeiras que a família atravessa, fazem-no regressar a casa.
Neste regresso percebemos que Nikolai não vê com bons olhos o enlace de Bolkónski com a irmã, e que esse sentimento é, em parte, partilhado pela mãe.

Depois de se ocupar da parte financeira da família, Nikolai resolve dedicar-se a alguns dos seus prazeres, organizando uma caça aos lobos, para a qual convida um 'tio' afastado (que na verdade é um vizinho) e na qual Natacha e Pétia insistem em participar.

É interessante notar que a caça é vista como uma atividade de gente crescida e, pelas idades de Natacha e Pétia, a presença deles não é muito bem vista. Sabem aquela sensação de ser autorizado a participar em alguma atividade mas não mexas em nada!? Foi essa sensação que tive ao ler sobre a forma como os 'adultos' olhavam para os jovens irmãos que, para poderem participar, tiveram que prometer que não iriam atrapalhar.

Durante a caçada, Rostov trava conhecimento com outro grupo de cavadores, conhecendo Iláguin, um jovem latifundiário cuja família tem um litígio e um processo em tribunal com os Rostov. Não obstante, Iláguin parece ser cordial e amigável com Nikolai e juntos empreendem a caça a uma lebre.

No final da caçada, os jovens Rostov são convidados a cear em casa do tio-vizinho que, apesar de não ser muito abastado, lhes serve as melhores iguarias. Passam o restante serão felizes, a cantar e tocar balalaica, até que o tio, elogiando Natacha, refere que 'só lhe falta arranjar um marido'. Apesar de se manterem animados durante o serão, este comentário levanta em Natacha um ponta de tristeza por se ver afastada de Andrei.

Entretanto os Rostov, temendo pelo sua situação financeira, ponderam a venda de alguns imóveis. Neste momento percebemos que a Condessa Rostova tem outros planos, arquitetando o casamento de Nikolai com uma jovem afortunada. Com esse propósito, entra em contacto com a Karáguina (mãe de Julie, amiga da Maria Bolkónski, lembram-se?), no sentido de combinar um casamento entre os filhos.

Nikolai, ao perceber as intenções da condessa, e não conseguindo esquecer os sentimentos que tem por Sónia confronta a mãe com a situação.

" –  E se eu amasse uma rapariga sem fortuna, a maman exigia-me que sacrificasse o sentimento e a honra pelo dinheiro?" (p. 554)

Depois desse dia, apesar da condessa não voltar a abordar o assunto, o seu comportamento com Sónia muda drasticamente, passando a trata-la com frieza.

Mais tarde, acompanhamos os Rostov nas festas de Natal, onde Tolstoi nos apresenta alguns dos costumes da época.
Ao 3º dia de festas, antes de dormir, Natacha e Sónia fazem uma brincadeira de tentar ver o futuro através de um espelho. Embora Natacha afirme que nada consegue ver, Sónia inventa que viu Andrei deitado, sorrindo para ela, com 'qualquer coisa azul e vermelha'.
Não percebi muito bem o objetivo de Sónia com este comentário, mas, a verdade é que serviu apenas para deixar a prima angustiada.

Depois das festas, Nikolai reúne-se com os pais, confessando-lhes o seu amor por Sónia e a sua vontade de a desposar. A condessa, informa o filho de que este se pode casar, mas que nunca obterá a sua bênção. Já o conde Rostov, embora inicialmente tente dissuadir o filho de um casamento com uma mulher sem fortuna, acaba por reconhecer que, se não estivessem arruinados (em grande parte por sua culpa), não poderia desejar melhor esposa para o filho.
A condessa, indignada com a situação, manda chamar Sónia, acusando-a de ingratidão e de ser intriguista o que leva Nikolai a ameaçar casar-se em segredo.
Natacha acaba por intervir, pondo 'água na fervura' e fazendo a mãe prometer que não voltaria a oprimir a sobrinha e, por outro lado, fazendo Nikolai prometer que não tomaria nenhuma atitude às escondidas dos pais.

Ainda desentendido com os pais, no início de janeiro, Nikolai regressa ao regimento, firme na sua decisão de voltar e casar-se com Sónia.

Com a partida de Nikolai abateu-se um clima de tristeza em casa dos Rostov, fazendo com que a condessa adoeça.
Além disso, e devido ao agravamento da sua situação financeira, o conde Rostov teve que tomar a decisão de vender algumas propriedades em Moscovo.

"A Condessa ficou na aldeia, e o conde, levando consigo Sónia e Natacha, partiu para Moscovo no fim de janeiro" (p. 573)


E foi isto!
Esta parte termina um pouco em aberto, sem sabermos muito bem o que vai seguir-se com os Rostov daí a diante. No entanto, a sua partida para Moscovo promete uma série de acontecimentos novos... fiquei curiosa, e vocês?

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Um grande Beijinho e até à próxima!


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