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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Lendo Guerra e Paz #5 // Tomo II – 2ª Parte

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Depois de um não tão breve interregno (em que me dediquei a outras leituras) volto para conversar mais um pouquinho sobre a leitura de Guerra e Paz, desta vez sobre a 2ª Parte do Tomo II.

Como já tem vindo a acontecer, esta foi uma parte recheada de acontecimentos e vou, por isso, voltar a organizar-me por tópicos.

Vamos lá?

♥ Depois da discussão com a esposa (na parte anterior, recordam-se?), Pierre parte para Petersburgo e questiona-se sobre a sua vida e as suas decisões.

O que é mau? O que é bom? O que devemos amar, o que devemos odiar? Porquê viver e o que sou? O que é a vida, o que é a morte? Qual é a força que governa tudo?” (p.377)

Entretanto, Pierre fica retido na estação de Torjok e conhece o mação Ossip Alekséievitch Bazdéiev. Os dois conversam e, aos poucos, Pierre começa a perceber que, talvez na maçonaria, estejam as respostas que ele procura.

– A suprema sabedoria e a verdade são como o mais puro líquido que desejamos receber em nós – disse ele. – Poderei eu receber esse líquido puro num vaso impuro e julgar a sua pureza? Só com a minha purificação interior posso manter até certo ponto a pureza do líquido recebido.
– Sim, sim, é verdade! – disse Pierre alegremente.” (p. 381)

Pierre começa a imaginar que a maçonaria poderá ser então o seu caminho para a virtude, salvando-o da depravação em que se encontra e aceita participar de um ritual de iniciação à maçonaria.
Acompanhamos então esse ritual, no qual Pierre aprende quais os objectivos da ordem maçónica, bem como as sete virtudes de um mação (correspondentes aos sete degraus do templo de Salomão).
No final desse ritual, Pierre regressa a casa, sentindo-se renovado e sentindo que se afastara dos seus anteriores hábitos de vida.

No dia seguinte, já em sua casa, Pierre recebe a visita do príncipe Vassíli – o seu sogro – pedindo-lhe que se reconcilie com Hélène. Esta visita não é bem recebida por Pierre, que acaba por expulsar Vassíli de sua casa.
Após este episódio, Pierre deixa avultadas somas de dinheiro aos seus amigos mações e resolve retirar-se para uma das suas propriedades.

O caso do duelo com Dólokhov, aliado á separação de Hélène, fez com que a reputação de Pierre na sociedade Petersburguense voltasse a cair e que este não fosse mais tão bem visto como até aí.

♥ Após estes acontecimentos, regressámos a um dos serões de Anna Pávlovna no qual a anfitriã apresenta Boris Drubetskoi aos seus convidados, entre os quais se encontra Hélène (que entretanto assumiu a postura de coitadinha, vítima num casamento falhado) e que rapidamente se aproxima de Boris.

♥ Entretanto, em casa dos Bolkónski e reencontramos um Andrei desanimado, firmemente decidido a não voltar ao serviço militar e que, entretanto, se mudou para Bogutchárovo – uma das propriedades que deixou de herança ao filho e que fica a cerca de 40 Km da propriedade principal.
Ficamos então a saber que Nikolai Andréitch é uma criança debilitada e que fica muitas vezes ao cuidado de Maria – a sua tia – e de Sávichna, uma ama.

♥ Pierre, sob influência dos preceitos da maçonaria, e todo cheio de boas intenções, resolve criar um guia com medidas a implementar nas suas propriedades. Entre elas constam a libertação dos camponeses – exigindo-lhes menos horas de trabalho – e a libertação de mulheres e crianças dos trabalhos no campo. Pierre toma estas medidas na melhor das intenções, não pensando porém nas repercussões que estas medidas teriam na vida dos camponeses: menos mão-de-obra e menos trabalho implicariam menos alimento, logo, uma condição mais precária.
Além disso, deveriam ser criados hospitais, asilos e escolas. Estando Pierre muitas vezes ausente (e ainda em função da sua falta de experiência), esta gestão foi delegada a administradores que, à sua maneira, foram gerindo as verbas cedidas, muitas vezes em favor dos próprios administradores e não tanto em função dos camponeses.
No entanto, os relatórios enviados pelos administradores eram sempre positivos e favoráveis pelo que Pierre se encantava com o seu poder filantrópico.

Como é fácil, que pouco esforço é necessário para fazer tanto bem – pensava Pierre –, e que pouco nos preocupamos com isso!
Ficava feliz com a gratidão que lhe era manifestada, mas ficava envergonhado ao recebê-la. Essa gratidão recordava-lhe como estava em condições de fazer ainda mais por aquela gente simples e boa.” (p. 411)

♥ Ao regressar de uma viagem ao Sul, Pierre resolve visitar Andrei e falar-lhe das herdades e do bem que tem realizado, tentando mostrar-lhe que mudou e que é uma pessoa melhor. Apesar de, inicialmente, Andrei se mostrar algo cético e tentar ‘trazer’ Pierre à realidade, logo se deixa contagiar pelo seu entusiasmo e aceita o amigo, nesta sua nova condição.

“– Nem lhe consigo dizer o muito que vivi durante esse tempo. Eu mesmo não me reconheceria.” (p. 413)

♥ Regressamos, entretanto, ao regimento e acompanhamos novamente Rostov e Deníssov num cenário muito triste e devastador.

O regimento de Pavlogrado tivera apenas dois homens feridos em acção; mas entre a fome e a doença perdeu quase metade dos homens. Nos hospitais era tao certo morrerem que os soldados, doentes com febre e inchados da comida impropria, preferiam continuar ao serviço, arrastando os pés à força pela linha da frente, a irem para os hospitais.” (p. 429)

Neste contexto miserável, Deníssov desvia algumas provisões destinadas à infantaria, alegando que no seu regimento não comiam há duas semanas. Apesar de bem-intencionado, Deníssov acaba por ser acusado de banditismo, sendo intimado a entregar o comando do esquadrão ao oficial mais graduado, e a comparecer a tribunal no estado maior da divisão.
No entanto, na véspera desse dia, Deníssov é atingido numa coxa por uma bala e aproveita a circunstância para ir para o hospital, recusando a comparência na divisão.

Em Junho é declarada uma trégua e Rostov aproveita para visitar o seu amigo ao hospital.
Nesta parte é-nos descrito o ambiente hospitalar onde, por falta de recursos, os soldados jazem sem cuidado, doentes, feridos e magros. É-nos ainda descrito que, entre os doentes, se encontram alguns mortos, cujos corpos não foram retirados.

Entretanto, na enfermaria dos oficiais, Rostov reencontra Deníssov, sugerindo-lhe que redija um pedido de desculpas e, desta forma, resolver o seu problema.
Após alguma renitência, Deníssov acaba por reconsiderar a sua posição, entregando a Rostov um envelope dirigido ao soberano.

♥ Depois de informar o regimento, Rostov parte então para Tilsit, ao encontro do soberano, ignorando que, nesse momento, se organizava um encontro entre os imperadores francês e russo, tornando esse momento, no menos oportuno para uma audiência com o soberano.
Ao chegar a Tilsit, Rostov encontra-se com Boris que, servindo-se dos seus conhecimentos e influências politicas, se prepara para assistir ao encontro dos sobreanos.
Rostov tenta então que Boris interceda por ele, entregando a carta ao soberano mas percebe, no entanto, que o amigo se demonstra contrariado face a essa ideia.

O Boris não me quer ajudar e eu também não lhe quero pedir. Isso está decidido – pensava Nikolai. – Entre nós está tudo acabado, mas não me vou embora daqui sem fazer tudo o que puder por Deníssov e, principalmente, sem entregar a carta ao soberano” (p. 443)

Numa tentativa de se encontrar com o soberano, Rostov é interceptado pelo General de cavalaria, que conhecia bem tanto Rostov quanto Deníssov.
Rostov tenta explicar-lhe o propósito da sua visita, acabando por lhe entregar a carta.

Entretanto, quando o soberano se prepara para sair a público, toda a multidão procura aproximar-se para vê-lo.
Rostov percebe que o general de cavalaria se aproxima do soberano, tentando explicar-lhe algo. No entanto ouve-o responder “Não posso, general, e não posso porque a lei é mais forte do que eu”. (p. 466).

Esta parte termina então com um Rostov desanimado, que se junta a outros oficiais para afogar as suas mágoas.


E foi isto!
Fiquei muito curiosa para saber como se vai resolver a situação de Deníssov. E vocês?

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Um grande Beijinho e até à próxima!

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