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terça-feira, 7 de junho de 2016

Li // Vamos Comprar um Poeta de Afonso Cruz

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos de uma das minhas mais recentes leituras: Vamos Comprar um Poeta de Afonso Cruz.

Apesar do tamanhinho, a pequenez deste livro fica-se pelo seu tamanho físico, uma vez que a narrativa, de pequena nada tem.


Este livro conta-nos então a história de uma sociedade imaginária (distópica, para quem gostar do conceito), onde o materialismo controla todos os aspectos das vidas dos seus habitantes.

Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com rigor e exactidão e até os afectos são contabilizados ao grama.

… mas há estudos que confirmam a hipótese de haver benefício em depositar uns mililitros de saliva na maça do rosto de outra pessoa, por mais estranho e grotesco que isso nos possa parecer.’ (p.10)

Nesta sociedade imaginária a cultura é vista como um disparate e uma inutilidade. Não obstante estes atributos, é comum, nesta sociedade, as famílias terem artistas em vez de animais de estimação e é neste contexto que a protagonista desta história decide adquirir um poeta.
Um poeta não sai caro (excepto se usar óculos, esses são mais caros) nem suja muito – como acontece com os pintores ou os escultores – e, além disso, entretém-se facilmente com folhas brancas e canetas.

E é na relação desta jovem com o seu poeta que vamos percebendo a importância da poesia, da criatividade e da cultura nas nossas vidas.

Aos poucos, a protagonista da história começa a usar metáforas, a referir-se às coisas em valores aproximados, e a perceber que há mais na vida, além dos números e do rigor.

E é com base nesta premissa aparentemente simples, que Afonso Cruz constrói uma crítica à forma como a cultura é vista pela sociedade, complementando no posfácio a crítica feita ao longo da história e dando-nos uma visão mais concreta (em números) da importância da cultura.

Escusado será falar da escrita de Afonso Cruz que, como toda a gente sabe, é inspiradora, sensível e, tal como a poesia, é capaz de nos abrir uma janela por onde se vê o mar.
Francamente…

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