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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Wrap Up // Junho de 2016

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje vim trazer-vos um Wrap Up do mês de Junho… como uma espécie de resumo do mês.
Nestas publicações pretendo fazer um pequeno balanço do que li e dos meus ritmos de leitura. Isto não com um sentido competitivo, de tentar ler mais de x ou que y, nada disso! Apenas com o objetivo de registar as minhas leituras e ver que meses foram mais ou menos produtivos.

Então, para este tipo de publicação pensei em contabilizar:
♥ Livros lidos (lembrando que me propus, este ano, a ler uma média de 3 livros por mês)
♥ Páginas lidas
♥ Média de páginas por dia

Penso que este tipo de registo servirá também como um estímulo para tentar ler um pouco mais embora, como tenha referido, não sirva de competição.

Vamos então ao resumo do mês de Junho.

♥ Livros lidos
Este mês li 4 livros, sendo eles: (1) A Paixão Segundo G. H. de Clarice Lispector, (2) Cinco Conferências Sobre Psicanálise de Sigmund Freud, (3) Cândido ou O Otimismo de Voltaire e A Peregrinação do Rapaz Sem Cor de Haruki Murakami.
Gostei bastante destes livros, tendo A Paixão Segundo G. H. se tornado um dos meus favoritos do ano.
Por ter superado a minha meta de 3 livros no mês, e tratando-se de livros bons, posso considerar que este foi um mês positivo.

♥ Número de páginas lidas
Com estes quatro livros, li um total de 733 páginas, o que dá uma média de 183 páginas por livro, ou seja, o equivalente a 4 livros de tamanho pequeno/médio.

♥ Média de páginas por dia
733 páginas em 30 dias dá a ridícula média de 24 páginas por dia.
Sei que está é apenas uma média e houve dias em que não li de todo, mas posso esforçar-me por melhorar um pouco este número.

E foi isto!
Que acham deste tipo de publicação? Também costumam fazer um registo deste género?
Contem-me tudo e não se esqueçam de deixar o vosso comentário!

Um grande Beijinho e até à próxima!


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terça-feira, 21 de junho de 2016

Li // O Grande Meaulnes de Alain Fournier

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos de ‘O Grande Meaulnes’.

Este romance foi escrito em 1913 por Alain-Fournier – pseudónimo de Henri-Alban Fournier – um soldado francês que, apenas um ano após o lançamento do seu único romance, foi morto numa batalha durante a Primeira Guerra Mundial.

Apesar de ser a única obra completa do autor (foram postumamente publicados alguns dos seus escritos, como poemas, ensaios e correspondência) foi o suficiente para ser considerado um clássico da literatura francesa.


A história é-nos contada por François Seurel que recorda quando, aos 15 anos, desenvolveu uma grande amizade com Augustin Meaulnes, dois anos mais velho.

François é filho do Sr. Seurel – um diretor de escola numa aldeia de Sologne, uma região rural de lagos e florestas – e inicia a sua narrativa quando Augustin Meaulnes se junta à sua turma, em Novembro de 1890.

O carisma de Augustin rapidamente faz com que todos os meninos da turma o idolatrem, queiram ser seus amigos e logo o passem a tratar por Grande Meaulnes.

Um dia, sob o pretexto de ir buscar uns visitantes à cidade, Meaulnes leva um cavalo e um carrinho da escola, e desaparece por três dias, sem qualquer explicação.
Quando regressa, cansado e atordoado, parece muito renitente a contar o que se passou nesses três dias de ausência.

No entanto, aos poucos, Meaulnes confia o seu segredo ao seu amigo François, revelando-lhe ter-se deparado, acidentalmente, com uma bela casa antiga – perdida no meio da floresta – onde relata ter ido a uma festa mágica, na qual decorriam os preparativos de um casamento, sendo nessa festa que Meaulnes conhece uma rapariga encantadora - Yvonne de Galais.

No entanto, antes da cerimónia, o casamento é cancelado por desistência da noiva, todos regressam aos seus lares e Meaulnes fica sozinho, sem saber do paradeiro de Yvonne.

Regressando à escola, Meaulnes tenta traçar um plano de forma a reencontrar o caminho para o domínio perdido, bem como a sua adorada Yvonne.

Não vou revelar mais do desenrolar da história, para não estragar a leitura a quem pretender ler, mas assistimos a uma busca romântica e insistentemente de Meaulnes pelo seu amor perdido.


O facto da história nos ser contada, não por Meaulnes mas por François, e com o desfasamento de alguns anos, envolve toda a historia numa certa nostalgia, como se visualizássemos os acontecimentos através de uma bruma.

Além disso, o próprio cenário campestre, repleto de árvores, sombras e casas envelhecidas, acentua o caracter místico desta história, parecendo, por vezes, que a realidade vivida se funde com o sonho ou a imaginação.

O final do livro deixa-nos com uma sensação agridoce, uma vez que é simultaneamente belo e triste.

Este livro tornou-se muito especial para mim, primeiramente pela sensação de sonho que proporciona, pela escrita delicada – embora não necessariamente simples – e por ser o primeiro a que atribuí cinco estrelas este ano.

Além disso, foi para mim extremamente difícil arranjar uma edição (uma vez que se encontra esgotado), e quando finalmente consegui este exemplar, da Relógio D’Água, qual não foi a minha surpresa ao perceber que se tratava de um exemplar novo, numa primeira edição de Abril de 1987… o mês e ano do meu nascimento.

Enfim, não sei que mais palavras usar para vos demonstrar o quanto gostei deste livro por isso recomendo apenas: leiam-no. Mas leiam-no conscientes que não é difícil perdermo-nos neste bosque de ilusões perdidas.

Espero que tenham gostado!
Um grande beijinho e até à próxima!

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terça-feira, 14 de junho de 2016

Não Livros Favoritos #1 // Capas Protetoras de Livros

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho mostrar-vos alguns itens que, não sendo livros, gosto muito de associar às minhas leituras.
Chamemos-lhes ‘Não Livros’ Favoritos… Pode ser?

Então, para começar esta série, nada melhor do que falar de um item, a meu ver indispensável, para quer gosta de levar livros para todos o lado: Capas Protetoras.


Quem anda com livros na carteira (bolsa, mochila, mala, saco de praia, pasta de trabalho ou o que bem vos aprouver…) certamente já se deparou com situações em que o livro fica amassado, sujo, ou mesmo emaranhado em qualquer outra coisa que vá na dita carteira e estrague as páginas.

Uso, por isso, sempre que saio com um livro, uma capa protetora para o mesmo.

As minhas favoritas são as da DUB - Dressed Up Books.
São capas em tecido, muito práticas, e que têm a vantagem de poderem ser usadas independentemente da espessura do livro. Isto acontece graças ao seu sistema de fecho com imanes, o que torna estas capas muito versáteis.


Além disso são laváveis e existem em diversos padrões.

Existem em 3 tamanhos, adequado a diferentes alturas de lombada. As capas que tenho são todas M e servem à grande maioria dos meus livros. Excepções serão talvez os livros de bolso – que pedirão uma S – e alguns livros maiorzinhos, que pedirão o L.

E foi isto!
Espero que tenham gostado desta dica e não se esqueçam de deixar o vosso comentário!

Um grande Beijinho e até à próxima!


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terça-feira, 7 de junho de 2016

Li // Vamos Comprar um Poeta de Afonso Cruz

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos de uma das minhas mais recentes leituras: Vamos Comprar um Poeta de Afonso Cruz.

Apesar do tamanhinho, a pequenez deste livro fica-se pelo seu tamanho físico, uma vez que a narrativa, de pequena nada tem.


Este livro conta-nos então a história de uma sociedade imaginária (distópica, para quem gostar do conceito), onde o materialismo controla todos os aspectos das vidas dos seus habitantes.

Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com rigor e exactidão e até os afectos são contabilizados ao grama.

… mas há estudos que confirmam a hipótese de haver benefício em depositar uns mililitros de saliva na maça do rosto de outra pessoa, por mais estranho e grotesco que isso nos possa parecer.’ (p.10)

Nesta sociedade imaginária a cultura é vista como um disparate e uma inutilidade. Não obstante estes atributos, é comum, nesta sociedade, as famílias terem artistas em vez de animais de estimação e é neste contexto que a protagonista desta história decide adquirir um poeta.
Um poeta não sai caro (excepto se usar óculos, esses são mais caros) nem suja muito – como acontece com os pintores ou os escultores – e, além disso, entretém-se facilmente com folhas brancas e canetas.

E é na relação desta jovem com o seu poeta que vamos percebendo a importância da poesia, da criatividade e da cultura nas nossas vidas.

Aos poucos, a protagonista da história começa a usar metáforas, a referir-se às coisas em valores aproximados, e a perceber que há mais na vida, além dos números e do rigor.

E é com base nesta premissa aparentemente simples, que Afonso Cruz constrói uma crítica à forma como a cultura é vista pela sociedade, complementando no posfácio a crítica feita ao longo da história e dando-nos uma visão mais concreta (em números) da importância da cultura.

Escusado será falar da escrita de Afonso Cruz que, como toda a gente sabe, é inspiradora, sensível e, tal como a poesia, é capaz de nos abrir uma janela por onde se vê o mar.
Francamente…

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Novos na Estante #3 // Maio 2016

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Depois de um interregno de pouco mais de dois meses, volto a este cantinho com um post novo e, para marcar este regresso, nada melhor do que um ‘Novos na Estante’, recheadinho de bons livros que adquiri nestes últimos meses.


Vamos então aos livrinhos?
Let’s go!


 Uma Senhora Nunca (Patrícia Müller)
Tomei conhecimento com este livro, apenas porque me foi sugerido num site de compras, do género ‘Se gostou de X (um livro já adquirido por mim) também poderá gostar de Y (este!)
Li a sinopse e realmente fiquei curiosa.
Este livro conta-nos a história de Maria Laura, uma senhora oriunda de uma família antiga e latifundiária, que nunca trabalhou um dia na vida. Tem uma vida aparentemente perfeita, é casada, tem filhos, é cristã e vive o seu dia-a-dia no mundinho por ela criado num apartamento onde mora numa zona rica de Lisboa.
Depois vem a Revolução de Abril de 1974 e a vida de Maria Laura sofre uma reviravolta. Ficamos a conhecer mais da Senhora e da sua família, habituada a poder e a glória quando tudo perde com o 25 de Abril.
Pode ser adquirido aqui.

 Um Postal de Detroit (João Ricardo Pedro)
Conheci este livro um pouco devido à propaganda que se gerou em torno dele…
João Ricardo Pedro foi vencedor do Prémio LeYa em 2011 com o seu romance ‘O teu Rosto Será o Último’ e, por isso, não é de estranhar que o lançamento de um novo romance tenha recebido tanta atenção dos meios de comunicação.
Mais uma vez, li a sinopse e fiquei curiosa.
A história passa-se após um choque frontal de comboios em Alcafache, em Setembro de 1985, no qual, algumas das vítimas mortais, presas nas carruagens, nunca chegam a ser identificadas.
No dia seguinte ao acidente, a família Marta recebe um inesperado telefonema informando que a mochila da mesma apareceu entre os destroços.
A partir dos cadernos de desenho de Marta – uma espécie de diários visuais que espelham um quotidiano tão depressa sórdido como maravilhoso – o irmão de Marta tenta recriar os seus passos nos tempos que antecederam o acidente.
O meu exemplar veio autografado e pode ser adquirido aqui.



 O Grande Meaulnes (Alain Fournier)
Conheci este livro (no Brasil traduzido como ‘O bosque das Ilusões Perdidas’) por indicação da Tatiana Feltrin do blog e canal Tiny Little Things, que se refere a ele como sendo um dos seus livros favoritos. Fiquei muito curiosa e, apesar de ter sido difícil de encontrar (esteve esgotado muito tempo, em ambas as edições disponíveis), consegui adquiri-lo novo, numa edição de Abril de 1987. 
O livro conta a história de François Seurel, de 15 anos, e do seu amigo Augustin Meaulnes, de 17, que procura o seu amor perdido.
Sei pouco mais sobre a história mas, o facto de ser um livro único de um autor precocemente desaparecido na frente de batalha da Primeira Guerra Mundial, foi suficiente para aguçar a minha curiosidade.
Pode ser adquirido (com alguma sorte) aqui ou aqui.

 Vamos Comprar um Poeta (Afonso Cruz)
Comprei este livro por se tratar de um livro curto de um autor de que eu gosto muito. Precisava de uma leitura rápida para intercalar entre outros livros e achei que este livro seria perfeito.
Conta a história de uma sociedade distópica, em que o materialismo controla todos os aspectos das vidas dos seus habitantes.
É comum, nesta sociedade, as famílias terem artistas em vez de animais de estimação e, nesta história, conhecemos uma família que decide adquirir um poeta…
Já li e pretendo por isso fazer resenha em breve.
Pode ser adquirido aqui.

E foi isto!
Agora digam-me, qual o livro que vos suscita mais curiosidade?
Gostam deste tipo de post’s?
Que compras realizaram e que livros receberam estes meses?

Não se esqueçam de deixar o vosso comentário!
Um grande Beijinho e até à próxima!

 
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