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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

6 à 6ª #1 // 6 Livros para ler em 1 dia

Publicado originalmente a 08 de Maio de 2015

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho apresentar-vos uma nova rubrica: o 6 à 6ª! Estes post’s serão (em princípio) de publicação mensal, sempre à 6ª-feira – obviamente – e têm por objectivo falar-vos de 6 tópicos relacionados com livros (livros em si, personagens, temas aleatórios…), dentro de uma determinada categoria.
Confuso? Imaginem um ‘Top 6 Qualquer coisa…’ mas que não tem que ser necessariamente um Top.

A ideia surgiu da fusão de diversas TAG’s de Top 10 com ideias do género Top 5 Wednesday, por aí… Ou seja, não é uma ideia inovadora e revolucionária, mas sim uma adaptação, mais ajustada à minha realidade…

Então, para inaugurar este tipo de post’s, resolvi partilhar convosco 6 livros que podem ler em 1 dia (um por dia, certo? Não têm que ler os 6 num único dia!)

Muita gente refere não ter tempo para ler e, por esta razão, acaba por ter preguiça de começar um livro grande, não consolidados hábitos de leitura.
Ao partilhar convosco estes 6 livros para ler em 1 dia, pretendo dar-vos a conhecer algumas histórias curtas, de fácil leitura para, quem sabe, vos incentivar a ler mais.

Para esta lista escolhi livros que li este ano, pelo que as histórias estão ainda bem presentes na minha memória. Além disso, tentei optar por estilos diferentes para vos permitir escolherem o que mais vos interessar.

Vamos lá?


Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

Publicado em 1953, este livro retrata um futuro distópico no qual os livros são proibidos e no qual os bombeiros existem, na realidade, para queimar livros escondidos, bem como as casas onde eles subsistam.
Guy Montag é um bombeiro feliz com o seu trabalho, que nunca questionou o prazer de ver páginas consumidas pelas chamas.
Isto até conhecer Clarisse, uma rapariga de dezassete anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo… e até conhecer um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam pensar…

Este livro tem cerca de 190 páginas mas a fonte do texto é grandinha. Além disso, a escrita de Bradbury é bastante instigante e fluída, pelo que este livro se lê rapidamente.

A Morte de Ivan Iliitch (Lev Tolstói)

Aclamada como uma das maiores obras-primas sobre a temática da morte, esta é a história de Ivan Iliitch, um juiz respeitado que, apercebendo-se da morte próxima, se interroga sobre as suas escolhas, percurso de vida e a mentira em que vive.
O livro começa com o velório de Ivan, retornando depois à sua juventude – desde que conheceu a esposa, até ao seu casamento, a progressão na carreira, a mudança de cidade, até ao dia em que tem um acidente e começam a manifestar sintomas de doença.
É neste ponto que Ivan começa a questionar-se sobre a sua vida – e sobre o fim dela – sobre as escolhas e atitudes, numa busca pelo sentido da vida.

O livro tem 120 páginas e inclui um posfácio de V. Nabokov.
Lê-se rapidamente uma vez que, além da curiosidade que a história suscita, a escrita de Tolstoi é bastante cativante.


Esta narrativa, desenvolvida por Patrick Ness, a partir de uma ideia original da escritora Siobhan Dowd – que morreu de cancro em 2007 – conta a história de Conor, um rapaz triste e solitário de 13 anos, que tenta lidar com a doença da mãe.
É uma história de uma beleza tocante, que aborda verdades dolorosas com elegância e profundidade, sem nunca perder de vista a esperança no futuro. Fala-nos dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para os ultrapassar.

Brilhantemente ilustrado por Jim Kay, em ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto, este livro tem 216 páginas. No entanto, a fonte não é pequena, a maioria das páginas tem ilustrações, pelo que o conteúdo de texto em si não é tanto assim. Além disso, a história é intrigante e dá vontade de continuar a ler e conhecer o destino de Conor.


Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll)

Este clássico infantil é a mais famosa obra de Lewis Carroll e narra a história de Alice e da sua viagem a um fantástico mundo povoado por estranhas criaturas quando persegue um Coelho Branco e cai na sua toca.
Alice cruza-se então com o Chapeleiro Louco, o gato Cheshire e a terrível Rainha de Copas, personagens ora encantadoras ora cruéis… ou simplesmente bizarras!

Apesar de ser uma história já conhecida da maioria de nós - pelas suas mais diversas adaptações - pouca gente teve contacto com o texto original, pelo que me parece interessante a leitura deste livro.
O livro tem 140 páginas, tem uma fonte grande e é todo ilustrado, pelo que se lê num instante. Confesso que, apesar de não ser o meu livro favorito, li-o em poucas horas.

Maus (Art Spiegelman)

Maus conta a história de Vladek Spiegelman, judeu polaco sobrevivente de Auschwitz, narrada por si próprio ao filho, o cartoonista Art Spiegelman. O livro é considerado um clássico contemporâneo da BD, tendo sido publicado em duas partes: a primeira em 1986 e a segunda em 1991. 

Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazis ganham feições de gatos, os polacos não-judeus são porcos e os americanos, cães. Este recurso à imagética da fábula, aliado à ausência de cor, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.

Apesar de este livro ter quase 300 páginas, pelo facto de ser uma Graphic Novel (Banda Desenhada), lê-se num instante. A história é pesada, emocionante mas dá vontade de continuar a ler.
Foi, um dos meus livros favoritos do ano!

O Estranho Caso do Dr. Jekyll e deMr. Hyde (Robert Louis Stevenson)

Publicado em 1886, a história é contada pelo ponto de vista do advogado londrino Gabriel John Utterson, e começa quando este investiga a estranha ligação entre o seu velho amigo – o conceituado Dr. Jekyll – e o perturbante e duvidoso Mr. Hyde.
Dr. Jekyll vem se comportando de forma cada vez mais estranha, começando a preocupar os seus empregados e amigos. Fica cada vez mais isolado no seu laboratório, recebendo frequentemente a visita do intrigante e violento Mr. Hyde.
Mr. Hyde é uma figura sinistra, que a todos causa estranhamento e ninguém compreende como pode este ser um protegido de Dr. Jekyll.
Entretanto, Utterson recebe de Dr. Jekyll um testamento, deixando a perturbadora figura como seu beneficiário, em caso de sua morte ou desaparecimento, o que deixa o advogado bastante intrigado e desconfiado que Dr. Jekyll possa estar a ser vítima de chantagem.

Esta edição tem cerca de 150 páginas. No entanto, cerca de 45 páginas são o posfácio de Vladimir Nabokov pelo que, a história em si, tem pouco mais que 100 páginas. Como a história envolve algum mistério, torna-se instigante e dá vontade de continuar a ler.

E pronto! 
Foram estas as sugestões de 6 livros que podem ler em um dia!
Gostaram das sugestões? Que livro vos chamou mais a atenção?
Que tópicos gostariam de ver abordados no próximo '6 à 6ª'?

Espero que tenham gostado do post e não se esqueçam de deixar o vosso comentário.
Um grande Beijinho e até à próxima!


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