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sábado, 12 de dezembro de 2015

Três Livros para ler, reler ou oferecer no Natal

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Já começou a contagem decrescente para as festas e, por isso, trago-vos hoje sugestões de livros que, de alguma forma, se relacionam com o Natal.
São excelentes ideias para ler, reler, ou oferecer este Natal.

Para começar vou sugerir 3 livros que tenho e que já li ou, pelo menos, já comecei a ler.


1  Quando a Neve Cai (John Green, Lauren Myracle, Maureen Johnson)
Este livro engloba três contos, escritos por 3 diferentes autores. Todos os contos se passam na Véspera de Natal e, o mais interessante, é que as histórias se interligam sendo que os personagens principais de um conto entram como personagens secundárias dos outros contos.
As histórias passam-se, como referi, na véspera de Natal, quando uma forte e inesperada tempestade de neve isola uma pequena cidade.
Tem resenha aqui.

2 ♥ Contos de Natal (Vários Autores)
Este livro reúne onze contos de Natal, escritos por onze autores clássicos que, com mestria, retratam o imaginário dessa época festiva.
Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Machado de Assis, e Nikolai Gogol são alguns dos autores que poderemos encontrar nesta colectânea de contos.
Como estão incluídos autores portugueses, podemos encontrar neste livro alguns contos que retratam tradições muito nossas como as janeiras ou a missa do galo.
Trata-se do presente ideal para a época que se avizinha e de uma excelente oportunidade para reler os grandes autores clássicos.

3  Um Cântico de Natal / Um Conto de Natal (Charles Dickens)
Mesmo quem nunca ouviu falar deste livro já conhece, muito provavelmente, esta história. Conheci ‘Um Cântigo de Natal’ na minha infância, através do desenho animado ‘Mickey's Christmas Carol’ e, desde então, esta história faz parte do meu imaginário Natalício.
Aqui é narrada a história de Ebenezer Scrooge, um avarento e ranzinza homem de negócios, rabugento e solitário, que não gosta de ninguém e que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros.
Porém, numa noite de Natal, ele recebe a visita do fantasma de Jacob Marley – seu antigo sócio, já falecido – que o prepara para ser visitado por três espíritos: o Espírito do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro e, a partir do que os espíritos mostram, Scrooge é capaz de rever as suas acções e comportamentos.
Este livro faz parte do meu desafio literário d’Os 100 Grandes Clássicos e já comecei a lê-lo.

E vocês?
Que livros preferem ler nesta época de Natal de final de ano?
Já leram algum dos que referi?

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Um grande Beijinho e até à próxima!

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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Papillon na Cozinha #2 // Um 'quase' Panettone de Chocolate

Olá a todos!

Para acompanhar as nossas leituras, nada melhor do que um docinho e, por isso, hoje venho mostrar-vos a receita do meu doce favorito de Natal: Panettone de Chocolate! Ou melhor, um quase Panettone de Chocolate! Isto porque a receita não saiu tãaao bem como deveria!
Mas, como nem todas as receitas têm que ficar perfeitas, e como o sabor ficou igualmente bom, resolvi partilhar a receita anyway.

Vamos lá então!


Ingredientes

 200 gr de leite (mais q.b. para pincelar),
 100 gr de açúcar,
25gr de fermento de padeiro fresco ou 8 gr de fermento de padeiro seco,
♥ 3 Ovos
♥1 e ½ vagem de baunilha, só as sementes. Eu não tinha, por isso usei essência de baunilha,
♥ 500 gr de farinha do tipo 65,
♥ 200 gr de manteiga, à temperatura ambiente, amolecida, cortada em pedaços pequenos,
♥ 100 gr de pepitas de chocolate (fui pouco gulosa na escolha do meu chocolate, não fui?)
♥ Raspa de uma laranja,
♥ 1 c. de chá de sal.

Preparação

 Em banho-maria, aquecer o leite, com o açúcar e o fermento mexendo muito bem até dissolver o açúcar todo (Para que tem Bimby, 1min /37ºC / Vel. 1),
De seguida, adicionar os ovos, a baunilha e mexer até obter uma textura omogénea (Para que tem Bimby, 5seg Vel. 4),
♥ Adicionar a farinha e o sal e amassar bem (Para que tem Bimby, 2min Vel. Espiga),
♥ Deixar levedar por cerca de 40 minutos ou até a massa dobrar de volume.
Aqui é que a minha receita começou a não correr tão bem… a massa não cresceu nem metade do esperado! Não sei se pela marca de fermento, se por me ter armado em esperta e substituir uma parte do açúcar por açúcar mascavado ou se, até, por ter usado a essência de baunilha… Não sei!
Numa próxima vez experimentarei a receita à risca e com outra marca de fermento, a ver no que dá...
♥ Então, depois da massa (supostamente) crescer, devemos baixar um pouco a massa, adicionar a manteiga, a raspa de laranja e as pepitas de chocolate e amassar mais um pouco (Para que tem Bimby, 1.5min Vel. Espiga),
♥ Colocar a massa numa forma previamente forrada com papel vegetal e deixar levedar por mais 30 minutos.
♥ Pincelar a massa com leite e levar ao forno a 180ºC por cerca de 45min.
♥ Deixar arrefecer antes de servir!


E foi isto!
Foi a primeira vez que fiz esta receita e, apesar de a massa não ter crescido como devia, gostei imenso do sabor final. Pela mesma razão a massa ficou um pouquinho mais densa do que o esperado, embora não considere, de todo, que tenha ficado pesada.

Espero que tenham gostado e, se experimentarem a receita, dêem o vosso feedback!

Um grande beijinho e até à próxima


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Li // Quando a Neve Cai de John green, Maureen Johnson e Lauren Myracle

Publicado originalmente a 24 de Dezembro de 2014
Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Chega Dezembro e com ele chegam as leituras temáticas, voltadas para o Inverno, final de ano e, como não poderia deixar de ser, para o Natal.
Trago-vos hoje, por isso, uma sugestão de leitura que combina bem com a época: Quando a Neve Cai, um livro que engloba três contos, escritos por 3 diferentes autores.

Todos os contos se passam na Véspera de Natal, quando uma forte e inesperada tempestade de neve isola uma pequena cidade. O que começa como um grande imprevisto, com potencial para estragar a véspera de Natal a toda a gente, acaba por se tornar o factor desencadeador de uma série de aventuras.

Um aspecto interessante no livro é que os contos se interligam, dando a ideia de continuidade entre os mesmos.
As personagens principais de um conto entram como personagens secundárias dos outros, interagindo em algum momento da história.

O livro é editado pela TopSeller e tem uma capa lindíssima (na minha opinião, claro!) que, de alguma forma, nos remete um pouquinho para a história (principalmente para o primeiro conto).


Vamos falar dos contos?

O Expresso Jubilee (Maureen Johnson)
Neste conto é narrada a história de Jubilee, uma rapariga de Richmond que, na véspera de Natal, se vê forçada a ir passar o Natal com os avós, que moram na Flórida.
Para isso, Jubilee terá que fazer uma longa viagem de comboio, sozinha, quando, na verdade, o que ela queria era passar a data com o namorado (que até então ela julgava perfeito).
É então que começa uma tempestade de neve e o comboio de Jubilee fica preso no nevão, sem possibilidade de prosseguir viagem. 
O comboio está próximo da cidadezinha de Gracetown e, para não morrer de tédio no comboio, Jubilee resolve procurar abrigo numa Waffle House.
Na Waffle House ela conhece alguns dos habitantes de Gracetown – também retidos pela neve – entre eles, Stuart, um rapaz que recentemente havia enfrentado uma desilusão amorosa.

Um Milagre de Natal Fantabulástico (John green)
Aqui é-nos contada a história de Tobin, JP e Duke que, em plena véspera de Natal se vêm sozinhos em casa com pouco mais do que uma maratona de filmes do James Bond para se entreterem.
Entretanto, Tobin recebe uma chamada de Keun – funcionário da Waffle House (sim, a mesma Waffle House) – avisando que um grupo de cheerleaders acaba de entrar para se abrigar do nevão.
Os três amigos são então convocados para levar o jogo Twister como forma de distrair as cheerleaders, mas há um senão: alguns 'rivais' também foram convidados e, só quem chegar primeiro poderá entrar. Para Tobin e JP esta torna-se a verdadeira missão da noite de natal: Chegar à Waffle House – e Duke, apesar de ser uma rapariga (o nome engana e no conto vão perceber porquê), junta-se aos amigos nesta loucura.
Sim, porque sair de carro no meio de uma tempestade de neve… Só pode ser uma loucura!

O Santo Patrono dos Porcos (Lauren Myracle)
Neste conto é-nos narrada a história de Addie, um adolescente egocêntrica e dramática que, por determinado motivo, traiu o namorado e tenta desesperadamente reconquista-lo.
Ao longo do conto, Addie percebe que tem que mudar a sua postura e provar a si mesma (e aos outros) que consegue pensar em algo mais do que nela mesma.
Assim, Addie assume a missão de ir buscar o presente de Natal de uma de suas melhores amigas: um porquinho! Num dia de neve, trabalho e muitos desencontros, essa tarefa pode revelar-se mais difícil do que parece à primeira vista.

De uma forma geral posso afirmar que é um livro leve, bom para um domingo à tarde de preguiça no sofá, uma vez que a escrita é fluida e se lê rápido.
As histórias não têm uma profundidade por aí além, não é um livro que nos faça pensar muito e, por isso, recomendá-lo-ia a quem buscasse uma leitura fácil, de entretenimento.

De entre os três contos, não tenho um preferido, embora possa afirmar que o que menos gostei foi do terceiro conto – O Santo Patrono dos Porcos.
O conto tem uma mensagem bonita – não devemos exigir demasiado das pessoas que amamos e, se elas não demonstram o amor da forma que queremos,  isso não significa que não nos amem – mas,  talvez pela personagem ser tão egocêntrica e tão mimada, não me consegui afeiçoar a ela. A sua busca interior e a sua mudança decorrem ao longo de um único dia (sim, um dia!) pelo que me parece um pouco forçada a história da redenção súbita e do milagre Natalino.
Essencialmente, o que me fez continuar a ler este terceiro conto foi o revelar das ligações entre os personagens – incluindo os de contos anteriores – uma vez que Jeb, o namorado traído, aparece e desperta a curiosidade sobre si logo no conto inicial.

E foi isto!
Agora contem-me, já tinham lido este livro? O que acharam?

Espero que tenham gostado do post!
Um grande Beijinho e até à próxima!

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Leituras do Mês #2 // Novembro 2015

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos dos livros lidos ao longo do mês de Novembro.

Não foram muitos livros, mas algumas das leituras do mês foram realmente muito boas.
Vamos então às leituras?

 O Estrangeiro (Albert Camus)

Comecei o mês com O Estrangeiro de Albert Camus.
Resolvi ler este livro por já ter ouvido falar imensas vezes do mesmo, mais vezes ainda do autor (vencedor do Prémio Nobel em 1957) e, além disso, por este fazer parte do meu Desafio dos 100 Grandes Clássicos.
A verdade é que, talvez pelas elevadas expectativas, não consegui gostar deste livro.
Além de não ter gostado muito da história em si, o principal factor que me fez não gostar do livro foi o personagem principal – Meursault.
Meursault é um personagem apático, sem ambição, que se deixa arrastar pelas situações envolventes sem fazer nada para se impor ou mudar a sua situação.
Vive o enterro da mãe, com a mesma disposição com que almoça com os amigos… Aceita um pedido de casamento da mesma forma que mata uma pessoa…
Apesar de não ser uma pessoa propositadamente má, enervou-me pela sua ausência de carácter.

 O Estranho Mundo de Jack (Tim Burton)

Este é daqueles livros perfeito para ler quer no Halloween, quer no Natal!
Li-o entre as duas festas!
Para quem não conhece, neste livro é-nos narrada, sob a forma de um poema, a história de Jack Esquelético (Jack Skellington), o Rei do Halloween, que se sente cansado da sua vida repleta de sustos e terror.
Uma noite, enquanto passeia entediado na floresta, Jack encontra algo que nunca vira antes: uma porta esculpida numa árvore. Ao abri-la, Jack entra no mundo alegre e cintilante da Cidade do Natal e, maravilhado com tanta luz e animação, Jack decide raptar o Pai Natal e substitui-lo nesse Natal.
O livro é belissimamente ilustrado e o poema é encantador.
Recomendo quer a miúdos, quer a graúdos.

 O Diário Oculto de Nora Rute (Mário Zambujal)

Este é um livro leve, descontraído apresentado sob a forma de um diário pertencente a Nora Rute, uma jovem de 21 anos e escrito durante o ano de 1969.
Nora Rute usa o seu diário para fazer as suas confidências e desabafos, contando sobre os seus desejos, aborrecimentos e peripécias amorosas.
A parte interessante deste livro é que, ao longo da narração dos seus dias, Nora Rute refere alguns dos acontecimentos da época, nomeadamente referentes a Maio de 1968, à Primavera Marcelista, bem como referências à Guerra Colonial, a chegada o homem à lua e o boom das mini-saias.
Nora Rute é uma jovem divertida e rebelde, pelo que a leitura do seu diário, escrito de modo informal e despretensioso, se torna uma leitura leve, divertida e que entretém.


 Butcher's Crossing (John Williams)

Neste livro conta-se a história de Will Andrews, um jovem cansado da sua vida em Harvard que se muda para Butcher’s Crossing para descobrir na natureza o seu 'eu inalterado'.
É neste vilarejo que Will conhece Miller, um caçador de poucas falas, que conhece o refúgio da última grande manada de búfalos.
Seduzido pela promessa de aventura, Will junta-se à expedição em que quatro homens marcham, numa luta épica contra o tempo, a sede e os elementos.
E será que os búfalos realmente lá estão? Conseguirão peles suficientes para pagar os custos da expedição?

Mais uma vez, fiquei completamente deliciada com a escrita do autor e com a sua capacidade de tornar uma história simples, num texto cativante e quase poético.

 Flores (Afonso Cruz)

Neste livro é-nos contada a história de um homem, casado, com uma filha pequena e que, salvo ocasionais facadinhas no casamento, vive uma vida simples, sem grandes sobressaltos.
Um dia, um ‘descuido’ relacionado com um chapéu, vai funcionar como desencadeador de uma reviravolta na vida deste homem, fazendo com que o mesmo vá avaliando a sua própria vida e questionando o sentido da relação desgastada que mantém com a mulher.
Neste contexto, o nosso protagonista aproxima-se de Sr. Ulme, um vizinho já com alguma idade e que, devido a um aneurisma, perdeu a sua memória.
E é neste ritmo, conhecendo o presente de um, e procurando o passado do outro, que a narrativa se vai desenrolando.

Este foi o primeiro livro que li de Afonso Cruz e serviu para me abrir o apetite e querer conhecer mais do autor.


E é isto!
Foram estes os meus livros lidos de Novembro. Mais uma vez, cinco livros… Nunca pior!
E vocês? Que leituras realizaram este mês? Deixem tudo nos comentários porque vou adorar saber!

Um grande Beijinho e até à próxima!


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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

6 à 6ª #3 // 6 Coisas que me irritam em Livros

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje trago-vos mais um 6 à 6ª, desta vez com 6 coisas que, enquanto leitora, mais me irritam em livros.

Inicialmente achei que não daria uma ordem a estes itens mas, depois, fui percebendo que sim… há uns aspectos que me irritam mais do que outros, portanto, vamos lá!
Do menos irritante, ao mais irritante…

6º  Capas de livros com cartazes de Filmes

A sério… todo o leitor reclama disto!
Há livros com capas lindíssimas que, depois de verem o seu conteúdo adaptado a filme, ficam condenados a que as suas capas sejam trocadas pela imagem do cartaz do filme.
O pior, é que muitas vezes, os livros previamente editados são recolhidos para que as capas sejam trocadas, o que torna quase impossível voltar a encontrar o livro com a capa original.
Eu entendo que, para quem não tenha o hábito de leitura, talvez a capa do filme seja um maior incentivo para pegar no livro mas, para quem já lê regularmente, normalmente esse é motivo de decepção.
E a solução é tão simples: Ponham uma sobrecapa no livro! Assim que a quiser manter, mantém! Quem não quiser, pode remover a sobrecapa e ficar com a original!

5º  Traduções irreconhecíveis de títulos

Começo a ouvir falar loucamente de um livro pelos youtubes estrangeiros e quero mesmo lê-lo! Procuro a edição em português…
Não encontro em lado nenhum e, depois de um intenso trabalho de pesquisa, descubro que, afinal, o determinado livro X que eu queria muito ler, até já está traduzido para português… mas com um título que não lembra a ninguém, e que eu nunca associaria ao original.
A Joca, do Little House of Books, fez um vídeo excelente com exemplos daquilo que estou a tentar dizer, e que podem ver nos links seguintes:

4º  Pormenores desnecessários na capa

Nesta categoria vou incluir dois itens: etiquetas na capa, e frases promocionais que não interessam a ninguém.
Etiquetas e autocolantes já toda a gente sabe que são dispensáveis… principalmente aqueles que, para remover, trazem metade da tinta da capa junto! E o que costumam vir nessas etiquetas? Avisos de desconto ou frases promocionais que, em situações ainda mais graves, vêm impressas na própria capa…
Quem já não se deparou com um aviso ‘O melhor romance desde X…’ impresso na capa de um livro?
A sério? E se eu não gostar dos livros X? Vou logo desdenhar este tal que agora vem com avisos na capa e talvez sem necessidade. Ou pior ainda, gostei do livro X e agora vou criar alta expectativa ao ler o livro novo, sempre a comprara-lo lá com o tal X…
E o pior é não poder, muitas vezes, remover essa informação da capa.
A solução? Pôr uma cinta em torno do livro, com essas informações… Mais uma vez, quem quiser manter essa cinta, mantém… Quem não quiser, põe na reciclagem e fica com a capa lindinha, sem qualquer tipo de adereço extra.


3º  Notas de edição no final do Livro

Estamos a ler um livro tranquilamente quando aparece uma observação ou nota assim1. Aí, para consultarmos o 1, temos que interromper a leitura, avançar não-sei-quantas páginas e ler o que está escrito… Irrita-me um pouco, confesso!
Tão mais simples, quando basta deslizar o olhar para o fundo da página e lá está o explicativo 1.

2º  Falta de continuidade nas Edições

Irrita-me um pouco quando, por alguma razão, uma editora interrompe a publicação de uma série para depois, outra editora recomeça a editar essa mesma série. Entretanto, por qualquer razão, essa segunda editora lembra-se de mudar o design da capa mas já não recomeça a série do início, alterando a capas a partir do 3º volume…
Aí, alguém como eu, que quer a série toda, já não encontra todos os volumes da primeira editora, que entretanto deixaram de se produzir, e da segunda editora encontra com duas edições diferentes, que pouco ou nada combinam e pronto…
Para se ter a colecção toda, temos que ceder e ter um volume de cada nação.
Fiz-me entender?
Para ilustrar esta história posso falar-vos, por exemplo, dos livros da Philippa Gregory, em que, quer a série Tudor, quer a série Guerra dos primos, estão divididas entre edições da Editorial Planeta e da Civilização Editora e, quem quiser adquirir as series todas de uma vez, já não encontra todos os volumes numa mesma linha editorial.

1º  Edições divididas

Saí um livro novo e, o original tem cerca de 600 páginas! Ok, excelente!
Vamos traduzi-lo para português e o que resolvemos fazer? Dividir o livro em duas partes.
Sim, porque um livro de 600 páginas (e que custaria cerca de 30€) é muita coisa, por isso vamos dividi-lo em dois livros de 300 páginas cada e vender cada uma das partes por uns míseros 20-22€.
Além de gastarmos mais dinheiro, ainda temos, muitas vezes, que esperar pelo lançamento da 2ª parte… Só grandes ideias!

E pronto! 
Estas foram apenas 6 das coisas que me irritam em livros (descobri que poderiam ser muito mais…)
E vocês? O que vos irrita nos livros?
Concordam com alguma coisa do que referi?
E que tópicos gostariam de ver abordados no próximo '6 à 6ª'?

Espero que tenham gostado do post e não se esqueçam de deixar o vosso comentário.
Um grande Beijinho e até à próxima!


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Imagem daqui

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Li // Alice No País das Maravilhas (Lewis Carroll)

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos de um livro cuja história, certamente já todos conhecemos ou ouvimos falar: Alice No País das Maravilhas.

Conheci a história, talvez como a maioria da minha geração, através da longa-metragem adaptada pela Disney em 1951. Adorava essa animação!
Mais recentemente, em 2010, recordei a história através da adaptação dirigida por Tim Burton.

Mais tempo se passou e só este ano li a história original… A que deu origem a todas estas adaptações!


O Livro

Alice's Adventures in Wonderland (Alice No País das Maravilhas) foi escrito por Lewis Carroll (pseudónimo de Charles Lutwidge Dodgson). 
Sendo publicado a 4 de Julho de 1865 em Londres, é, actualmente, considerada uma obra clássica da literatura inglesa e uma das mais célebres do género literário nonsense.

O livro conta a história de Alice, uma menina curiosa que, ao seguir um coelhinho branco, cai na sua toca e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.

Alice vai explorando esse País das Maravilhas, tomando conhecimento dos indivíduos que lá habitam: Bill, um Lagarto faz-tudo que vive a receber ordens, uma Lagarta azul que passa os dias a fumar um cachimbo de água, o eterno chá na casa da Lebre de Março, acompanhada do Chapeleiro Maluco e do Arganaz dorminhoco, o inesquecível Gato Cheshire e, claro, a Rainha de Copas, injusta e cruel, sempre disposta a mandar cortar a cabeça de qualquer um e por qualquer motivo.

Considerada uma história nonsense, ou seja, totalmente sem sentido, estes diferentes personagens e diferentes núcleos, são-nos apresentados de forma completamente fantasiosa e repleta de situações invulgares e esquisitas, remetendo-nos para a lógica do absurdo muito característica dos sonhos.

Dividido em 12 capítulos, a história é curta e fluída, narrada numa escrita simples repleta de metáforas. Além disso, o livro está repleto de alusões satíricas dirigidas ao circulo de amigos (e outros não tão amigos) do autor, bem como de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e ainda de trocadilhos e referências linguísticas.

Este livro possui uma continuação – Alice do Outro Lado do Espelho – sendo que, actualmente, as duas histórias são muitas vezes editadas um livro só.

Esta edição vem com as ilustrações originais, de John Tenniel (muito conhecido pelas ilustrações das Fábulas de Esopo) que dão um toque de magia à história.


A minha opinião

Então… como expor a minha opinião sem ser completamente achincalhada pelos fãs da história?
A verdade é que me desiludi! Talvez por ter ido com muita sede ao pote – demasiada expectativa – acabei por me desiludir.

Como vos disse, adorei a adaptação da Disney e criei, no meu imaginário, uma Alice curiosa, divertida que, apesar de cair num cenário completamente sem sentido, alinha na situação e vai seguindo o seu rumo.

Já no livro, achei a Alice uma personagem extremamente... chatinha! Racionaliza muito o que se passa à volta dela o que, para mim, não faz sentido nenhum! 
Vamos lá explicar-nos… que criança é que, estando num País das Maravilhas, repleto de fantasia e situações inusitadas, se põe a racionalizar sobre o que tem lógica e o que é absurdo? É uma criança, e esta Alice, não pensa como uma criança, .
Enfim… Quebrou-se o meu mito da Alice!

Além disso, quanto às mensagens subliminares que ‘só adultos irão entender’, mais uma vez, vi-os sim… mas na adaptação da Disney! (E não... não sou das que acha que Alice é uma alucinada viagem ao mundo das drogas... Nada disso!).
Isto talvez aconteça por eu não ser uma Inglesa do Séc. XIX e, muitas das referências do livro (a costumes, características, rimas e piadas) me terem passado ao lado.
Talvez um dia, quando estudar mais sobre o contexto histórico em que o livro foi escrito, possa entender melhor a história e apreciá-la melhor.
Até lá, fica-se a aguardar por uma edição comentada... talvez isso me ajudasse!

Sei de imensa gente que faz colecção dos livros em diferentes edições – algumas delas lindíssimas – e tenho realmente pena de não ter gostado tanto assim ao ponto de querer investir numa edição mais caprichada… Gostava de ser daquelas pessoas que tem um livro do qual gosta tanto, mas tanto, que colecciona edições.


E foi isto!
Agora contem-me, já tinham lido este livro? O que acharam?

Espero que tenham gostado do post!
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Onde adquirir o livro?  
♥ Alice no País das Maravilhas: aqui | ♥ Alice do Outro Lado do Espelho: aqui | ♥ Edição conjunta: aqui | ♥ Edição Comemorativa - Especial para Crianças: aqui.