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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Papillon Viaja // Roteiro de Viagem – Barcelona (Parte 2 – Locais a Visitar)

Publicado originalmente a 15 de Abril de 2015

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Depois de vos ter falado aqui das Considerações Gerais da minha viagem a Barcelona, venho hoje falar-vos dos locais que visitei.

A vida cultural da cidade é riquíssima e em todo o lado se encontram museus, que nos apresentam desde múmias egípcias a obras de arte contemporânea.

Apesar de adorar visitar museus, confesso que o meu maior interesse nesta cidade eram as obras de Antoni Gaudí – arquitecto que viveu e trabalhou em Barcelona – bem como a zona do Bairro Gótico, por clara sugestão dos livros de Carlos Ruiz Zafón.

Para me conseguir organizar melhor, vou falar-vos dos locais que visitei pela ordem de visita. Não quer dizer que seja a melhor forma de conhecer a cidade, mas foi como nos organizamos.

Vamos lá?

Parque Güell
O Parque Güell é um grande parque urbano, situado no distrito de Gràcia. Inicialmente destinado a ser uma urbanização, foi concebido pelo arquitecto Antoni Gaudí, por encomenda do empresário Eusebi Güell.
Construído entre 1900 e 1914, revelou-se um fracasso comercial e foi vendido ao Município de Barcelona em 1922, tendo sido inaugurado como parque público em 1926.
Em 1969 foi nomeado Monumento Histórico Artístico de Espanha, e em 1984 foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
No recinto do parque, numa casa onde Gaudí morou durante quase vinte anos, funciona desde 1963 a Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui objectos pessoais e obras de Gaudí.
A entrada no Parque fica por 8€, custando a entrada na Casa-Museu Gaudí 5,5€


La Pedrera / Casa Milà
A Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, é um edifício também desenhado por Antoni Gaudí e construída entre os anos 1905 e 1907, por encomenda de Pere Milà i Camps e sua esposa Roser Segimon.
Está situada no Passeig de Gràcia e, na época, foi uma obra muito controversa por causa da fachada de pedra ondulante e varandas de ferro forjado projectadas por Josep Maria Jujol.
Os habitantes da cidade da altura consideravam-no feio, daí a alcunha de ‘pedreira’.
Actualmente é parte do Património mundial da UNESCO, juntamente com outras obras de Antoni Gaudí.
O edifício não possui quaisquer linhas rectas, podendo ser considerado mais uma escultura do que um edifício convencional.
A entrada em La Pedrera custa 20,50€ e inclui áudio-guia.


Casa Batlló
Descendo o Passeig de Gràcia – a cerca de 500 m da Casa Milà – deparamo-nos depois com a Casa Batlló.
A Casa Batlló, foi construída inicialmente no período 1875 a 1877, sendo posteriormente – em 1900 – adquirida pelo rico industrial Josep Batlló.
Nessa altura, o arquitecto Antoni Gaudí foi contratado pelo proprietário para projectar um novo edifício para o local, demolindo o existente. No entanto, por sugestão do arquitecto, o proprietário mudou de ideias e optou por uma reforma e remodelação, executada no período de 1904 a 1906.
A fachada principal tem uma composição de mosaicos coloridos, balcões com formas orgânicas, uma grande tribuna com pilares que lembram ossos humanos e, coroando a composição, o telhado ondulado com escamas que lembram um enorme dragão.
Dentro do edifício todos os detalhes são muito minuciosos, desde maçanetas de porta a rebaixamentos de tecto, tendo os movimentos dos oceanos como inspiração.
A entrada na Casa Batlló custa 21,50€ e inclui áudio-guia.


La Rambla
Continuando a descer o Passeig de Gràcia, chegamos à Plaça de Catalunya, onde encontramos o El Corte Inglés e o Hard Rock Café (onde se come muito bem, diga-se de passagem).
Continuando a descer em direcção ao Mirador de Colom, atravessamos Las Ramblas.
Nesta avenida são encontrados quiosques de flores, cafetarias, restaurantes e lojas comerciais.
Além disso, passeando pela Rambla, podem admirar-se vários edifícios de interesse, como o Palau de la Virreina, o Grande Teatro do Liceu e o sobejamente conhecido Mercado da La Boqueria.
A Rambla termina junto ao Porto Velho, onde o Mirador de Colom aponta para o mar.


El Bosc De Les Fades

Mesmo a chegar ao Mirador de Colom numa rua à esquerda (quando virados para o mar) encontramos o Museu de Cera.
Aí, numa ruelazinha encontramos uma porta de madeira, discreta, com um quadro a anunciar El Bosc De Les Fades. Entramos! E recomendo que todos entrem!
El Bosc De Les Fades é um pequeno um pequeno ‘café de fadas’, com uma pequena floresta onde podemos (literalmente) tomar um cafézinho por baixo de árvores e ao lado de fontes de água.
Percebi depois que também se pode aceder a este café através de uma loja Passage Del Temps – mesmo em frente ao Museu de Cera.


Bairro Gótico

O Bairro Gótico – Barri Gòtic – é um dos quatro bairros que formam o distrito da Ciutat Vella e conserva a arquitectura típica do estilo gótico. É o núcleo mais antigo da cidade e seu centro histórico.
A minha vontade de visitar esta parte da cidade veio claramente das referências de Zafón, e fui completamente seduzida pelo seu ar romântico e misterioso.


Catedral de Santa Eulália

A Catedral de Santa Eulália Foi erguida entre os séculos XIII e XV e é também conhecida como Catedral de Barcelona. Está localizada na praça Pla de la Seu, e como o próprio nome diz, está dedicada a Santa Eulália, padroeira da cidade. É a Catedral mais importante de Barcelona e símbolo do Bairro Gótico.
Aparentemente a entrada é gratuita da parte da manhã (excepto aos Domingos) mas, como fomos durante a tarde a entrada ficou por 7€.


Passadiço da Carrer Bisbe

Este passadiço de estilo gótico foi construído em 1928 por um seguidor de Antoni Gaudi e liga o edifício do Palau de la Generalitat e a Casa del Canonges.
Segundo a história, muitas dessas pontes eram construídas no sentido de permitir que as pessoas importantes e de classes mais altas não se misturassem com as pessoas da rua.
O passadiço é um dos pontos turísticos do Bairro Gótico e era algo que eu queria muito ver. Adivinham porquê?


Templo Expiatório da Sagrada Família

Templo Expiatório da Sagrada Família é uma monumental igreja de Barcelona, iniciado em Março de 1882 pelo arquitecto diocesano Francisco de Paula del Villar e continuada, a partir do ano seguinte, pelo arquitecto Antoni Gaudí. Esta foi uma obra com que Gaudí se ocupou até sua morte, em 1926.
Desde então, vários arquitectos continuaram o trabalho seguindo a ideia e os esboços originais.
Desde o início da sua construção – há mais de 133 anos – a obra sempre foi desenvolvida a partir de doações. Por isso, e como afirmou Gaudí, ‘A Sagrada Família é feita por pessoas e  espelha um trabalho que está nas mãos de Deus e na vontade do povo’.
A construção continua – lentamente – e o seu término está previsto para até 2020 (Será?).
A entrada no Templo Expiatório da Sagrada Família custa 15€, a subida às torres fica por 4,5€ e, o áudio-guia (não incluído) pode ser alugado por 4,5€.

Dica de ouro: Comprem as entradas para a Sagrada família online! Eles não vendem bilhetes de entrada com antecedência (só podem comprar para o próprio dia e as filas são enormes), pelo que compensa comprarem previamente, online
Tivemos a sorte de ir para a fila às 8h (que sorte!) comprar entrada para as 9h. No entanto, a maioria da pessoas que compra de manhã – depois de horas na fila –só consegue entrada a partir das 12h30. E sim, a entrada é com hora marcada, bem como a subida às torres. Por  esta razão, recomendo que comprem os bilhetes para a subida às torres para cerca de 30 minutos depois da hora de entrada.


❤ Montjuïc

Montjuïc é uma colina situada na zona sudoeste da cidade – no bairro de Sants – e oferece uma infinidade de áreas verdes e jardins, atracções culturais, centros desportivos e locais olímpicos.

Montjuïc também é o lar de museus, acolhendo a Fundació Miró, o Museu d'Arqueologia, o Museu Etnològic e o Museu Nacional d'Art de Catalunya-MNAC, estando este último alojado no Palau Nacional.

A Fonte Mágica é outro local de interesse a visitar em Barcelona e tenho pena de não ter podido visitá-la de noite. Deve ser lindíssima!


Castelo de Montjuïc

Castelo de Montjuïc é uma antiga fortaleza militar e está situado no cume da montanha de Montjuic.
A entrada no Castelo custa 3€.

Outras informações

♥ Os monumentos e museus são caros?
São, como puderam ver pelos preços que referi basta visitarem as 3 principais obras de Gaudí (Casa Milà + Batlló + Sagrada Família s/ áudio-guia) para gastarem facilmente 60€.
Valem a pena? Valem! Para quem aprecia museus e para quem aprecia arquitectura valem sim!

Apesar de nesta viagem não ter visitado verdadeiramente museus (pintura, escultura, etc…) vi que existem cartões de desconto – como o Barcelona Museum Pass – que podem valer a pena!

Existe ainda o Barcelona Card que, além de incluir a entrada gratuita num vasto leque de museus, oferece pequenos descontos na compra de bilhete para outros locais e serviços, incluindo transportes.

Fazendo as contas, e atendendo aos locais que queria visitar, não achei que compensasse (para mim!) adquirir nenhum destes cartões. No entanto, e para quem quer visitar sobretudo museus, esta pode ser uma excelente dica.

E foi isto!
Espero que tenham gostado do post e, caso tenham mais dicas ou sugestões sobre a cidade ou sobre viagens, deixem nos comentários que eu vou adorar saber!
Um grande Beijinho e até à próxima!


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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Papillon Viaja // Roteiro de Viagem – Barcelona (Parte 1 - Considerações Gerais)

Publicado originalmente a 15 de Abril de 2015

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos um pouco da minha viagem a Barcelona, uma vez que me foi pedido que desse algumas dicas de sítios a visitar bem como conselhos gerais para a viagem.

Para o post não ficar muito longo, optei por vos falar hoje das considerações gerais e, na parte 2, dos locais a visitar.
Espero que gostem!

❤ Considerações Gerais

Antes de viajar importa atender ao clima do local para o qual vão viajar. Costumo consultar o Accuweather.com para ir mais bem preparada para as férias.

Além de pensar nas roupas, importa também pensar no calçado porque, para quem, como eu, gosta de andar muito a pé e passear muito, um calçado confortável é essencial.

Como sabem, a moeda usada em Espanha é o Euro, pelo que não tive que me preocupar com câmbios de moeda. Os cartões multibanco são aceites em todo o lado e não se pagam taxas pela sua utilização.

❤ Avião e transportes

Marquei a viagem pela Ryanair, fazendo o voo Porto - El Prat. Saí de de Portugal às 6h do dia 5 de Abril e regressei às 22h30 (locais) do dia 8, pelo que deu para aproveitar muito quer o dia de ida, quer o de regresso.

Do aeroporto de El Prat saem, a cada 5 minutos, autocarros da Aerobus que nos deixam no centrozinho da cidade – na Plaça d’Espanya ou Plaça Catalunya – custando a viagem de ida e volta cerca de 10€.
A viagem dura cerca de 20 minutos.

Em cada uma destas praças, saem linhas de metro que vos deixam onde quiserem!

❤ Transportes na Cidade

A rede de metro de Barcelona é super bem organizada, e facilmente se chega aos principais pontos da cidade.

Existem várias modalidades de pagamento mas, a que me pareceu mais proveitosa – na nossa situação – foi a senha de 10 viagens que custa 9,95€. A viagem em si não tem limite de tempo ou distância, podendo-se fazer todos os transbordos necessários (até atravessar a cidade se quisermos!).
A viagem só se esgota se sairmos da estação e tivermos que voltar a entrar. A partir do momento em que entramos numa estação, podemos aceder a todas as outras estações, sem sair da linha contando, portanto, uma só viagem

(Isto pode parecer óbvio para muita gente mas, quem conhece a Linha de Metro do Porto, vai entender-me…)

Existem outras modalidades de viagem, como o Barcelona Travel Card  (para 2, 3, 4 ou 5 dias ) – mas acaba por ficar mais caro.
No total das mini-férias usei 11 viagens (o cartão de 10 viagens + 1 singular, por 2,15€) pelo que compensou comprar desta forma.

Acessos a Montjuïc

Além das linhas do metro, podemos ainda usar estas viagens para andar no Funicular de Montjuïc.

No entanto, para andar no Telefèric de Montjuïc (desde o final do Funicular, até ao topo da colina) o bilhete do metro não é valido.
Ai teremos que comprar um bilhete especifico que fica por 7,80 € a viagem única e 11.50 € o bilhete de ida e volta.

❤ Estadia

Fiquei hospedada no Hotel Confortel Bel-Art – que fica a cerca de 7-8 minutos a pé da Sagrada Família – tendo uma paragem de metro bem perto (5 minutos a pé).
O quarto em que ficamos era pequeno, no entanto aconchegante e confortável, servindo perfeitamente para o tempo de estadia.
Além disso, o hotel disponibiliza wi-fi gratuita.

Ficamos hospedados apenas com regime de estadia, uma vez que preferimos tomar o pequeno-almoço na rua (em todo o lado existem Starbucks, Dunkin’ Donuts, cafezinhos e padarias…)

❤ Comida e compras

Confesso que nestas mini-férias ignorei completamente a dieta (nas férias, tem que ser, não é?).
Fartei-me de comer bem e por todo o lado existem restaurantes com as típicas tapas. Fiquei ainda surpreendida pela grande quantidade de gelatarias e restaurantes italianos que se encontram pela cidade.

Outro sítio muito característico para se comer bem é o Mercado de La Boqueria. Além de mercadinho – onde se vende carne, fruta, legumes, Jamón… – ainda encontramos tendinhas onde vendem pratos já feitos (Paella, Wrap’s, Burritos, empadas…) e os conhecidíssimos sumos de fruta!
Deliciei-me!


Quanto a compras, confesso que não despendi muito tempo em compras – não foi com esse intuito que visitei a cidade – mas, obviamente, não podia deixar de passar pelo Passeig de Gràcia (onde encontramos lojas como Prada, Lacoste, Tommy Hilfiger, Mango...) e pela conhecidíssima La Rambla!
Além disso, na Plaça Catalunya encontramos o famoso El Corte Inglés.

Espero que tenham gostado do post e não se esqueçam de acompanhar a continuação  – locais a visitar – na parte 2!
Um grande Beijinho e até à próxima!


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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Li // Harry Potter and the Cursed Child de J.K. Rowling, John Tiffany, Jack Thorne

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho ‘conversar’ um bocadinho sobre o mais recente livro da saga Harry Potter – Harry Potter and the Cursed Child.

Primeiramente, deixem-me dizer-vos: eu gostei do livro. E acho necessário começar por este esclarecimento por todas as ambiguidades e opiniões divergentes que este livro tem criado. Por isso, sim, eu gostei do livro.
Reconheço-lhe algumas coisinhas menos boas, mas, no geral, foram muito mais as coisas de que gostei do que as que não gostei.

Vamos lá então…



Sobre a estrutura do livro

Dezanove anos depois do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofalestreia, em Londres, a peça de teatro Harry Potter and the Cursed Child (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada). Esta peça foi desenvolvida com base num argumento da J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne, sendo adaptada aos palcos por Jack Thorne.

A estreia ocorreu no dia 30 de Julho de 2016 no Palace Theatre, sendo, o livro homónimo, lançado ao primeiro minuto do dia 31 de Julho, data celebrada por serem os aniversários de J.K. Rowling e de Harry Potter (personagem).

Interessa por isso lembrar que este livro é o roteiro da peça. Não é um romance, não é mais um livro igual aos outros da saga.
Isto importa na medida em que, tratando-se de uma peça de teatro, a ambientação é mais reduzida, as cenas não são tão descritivas, não temos acesso direto aos pensamentos e emoções dos personagens, centrando-se o livro mais no diálogo entre os mesmos e em pequenos apontamentos sobre o enquadramento da cena.
O resto do recheio da peça – como cenário, iluminação, banda sonora, linguagem corporal, figurinos – ficará nas mãos dos encenadores, dos atores ou, neste caso, na nossa imaginação…

Por não estar habituada a ler peças de teatro, confesso que, no início, tive alguma dificuldade em arrancar com a leitura, mas, idas as primeiras páginas, comecei a entrar no ambiente e a leitura fluiu. Li-o numa noite (porque não consegui largar) e senti necessidade de, de imediato, registar as minhas impressões sobre ele.


Sobre a história (enxuto e sem spoilers)

O enredo do livro passa-se dezanove anos depois do fim do sétimo livro – Harry Potter e os Talismãs da Morte – sendo, a primeira cena deste Cursed Child quase uma continuação do epílogo do 7º livro da saga.
A cena na Plataforma 9¾, onde a geração Harry Potter, agora adulta, se despede dos seus filhos que se preparam para entrar em Hogwarts, lembram-se? Exato!

O personagem principal da história é Albus  segundo filho de Harry e Ginny  que, nesta primeira cena se prepara para o seu primeiro ano em Hogwarts, sendo acompanhado por James –  o irmão mais velho, e Rose – a prima, filha de Ron e Hermione.

Logo no início percebemos que, para Albus, o legado de viver sendo um Potter é muito pesado: ele não se identifica com o heroísmo do pai, incomoda-se com os olhares que a família recebe e receia não corresponder às espectativas que nele são depositadas… afinal, ele é um Potter!

Por outro lado, percebemos que Rose, que por ser uma Granger-Weasley, filha da Ministra da Magia (sim, a Hermione é Ministra da Magia) se considera superior aos demais, achando que pode e que deve escolher bem os amigos, não se envolvendo com qualquer um. Confesso que achei a sua postura um pouco arrogante e um pouco snob, mas tudo bem…

Já no Hogwarts Express, os primos conhecem, enquanto procuram compartimento, Scorpius Malfoy, filho de Draco. Embora Rose não se queira ligar ele, o jovem revela-se simpático e Albus acaba por passar a viagem com ele. No decorrer desta cena, é-nos contado que Scorpius, por ser vítima de um determinado boato, se sente um pouco marginalizado e que, também ele, se sente desconfortável com o peso da sua herança familiar. Isto faz com que os dois jovens se identifiquem e logo aí nasça uma sincera amizade.

Os primeiros anos passam em poucas cenas e ficamos a saber que Albus é selecionado para os Slytherin. Além disso, percebemos que Albus não tem particular talento para o Quidditch, nem para nenhuma matéria em concreto, o que aumenta a sua sensação de estranheza em relação à família.

Os anos vão passando e avançamos até um ponto em que, ouvindo uma conversa, em casa, Albus descobre uma espécie de injustiça cometida na juventude do seu pai e resolve, com a ajuda de Scorpius, resolver a situação.

Acompanhamos assim a história destes dois adolescentes, numa tentativa de provar aos pais (e a si mesmos) que também são capazes de grandes feitos.

 E a partir daqui contém spoilers! 

Mais sobre a história

Resumidamente, o que Albus e Scorpius resolvem fazer, é voltar no tempo e salvar Cedric Diggory, morto por Voldemort durante o Torneio dos Três Feiticeiros, ocorrido no 4º ano de Harry em Hogwarts.
Esta decisão decorre de uma conversa que Albus ouve entre Harry e Amos Diggory – o pai de Cedric – em que relembram como a morte do mesmo foi desnecessária.

Sabendo que, recentemente, o Ministério da Magia apreendeu um vira-tempo ilegal, Albus sente que esta é a sua oportunidade de fazer algo bom e provar ao pai a sua bravura.

Para conseguir executar esse plano, Albus e Scorpius contam com a ajuda de Delphi, uma jovem adulta, que se apresenta como sobrinha de Amos e que quer, no que lhe for possível, ajudá-los a salvar o primo.

Os jovens lá conseguem, de alguma forma, roubar o vira-tempo do Ministério da Magia e é interessante acompanhar esta aventura, especialmente os efeitos provocados pelas alterações no passado.

Quem está acostumado a filmes ou livros com viagens no tempo sabe que, a mais pequena interferência no passado pode alterar significativamente o futuro e por isso, sem aprofundar muito as voltas que são dadas, num determinado momento, e depois de meterem os pés pelas mãos, os jovens deparam-se com alterações tão significativas no rumo da história que percebem que a única solução possível é cancelar todas as suas ações e interferências no passado.
Para isso, contam com a ajuda de Hermione e Ron que, numa realidade paralela onde as trevas imperam, vivem refugiados, contando apenas com a ajuda de… Snape.

Quando regressam ao tempo presente, tendo anulado todas as interferências no tempo, os amigos contam a Delphie que, numa tentativa de salvar Diggory, este acabou por se tornar devorador da morte e, devido a uma cadeia de eventos daí decorrente, Voldemort acaba por vencer a Batalha de Hogwarts, matando Harry (e inviabilizando, desta maneira, a existência do próprio Albus).

A partir desse momento, e sabendo dessa possibilidade, Delphie insiste para, a qualquer custo, regressarem ao passado e ativar essa cadeia de eventos. Perante um Albus e um Scorpius estupefactos, a verdadeira identidade de Delphie é-nos revelada, bem como quais as suas motivações para trazer de volta o Senhor das Trevas.

Resta agora saber se os amigos vão conseguir evitar este problema…

Reflexões e Considerações finais

Para quem já leu o livro (ou para quem não tem medo de spoilers) este último aspeto – da identidade da Delphie que se revela, afinal, filha de Voldemort –  foi o ponto da história que eu achei mais desnecessário… Para mi, bastava a Delphie ser uma personagem má e pronto! Não havia necessidade de criar-lhe um passado todo rocambolesco que, a meu ver, nem é completamente credível.
Ok, percebo a perspetiva que, de certo modo, um filho é uma forma de imortalidade e que faria sentido Voldemort assegurar a sua linhagem, mas, ainda assim, acho difícil imaginar o seu envolvimento com Bellatrix (que na história, é a mãe de Delphi).

Para mim, a história das voltas no tempo, das implicações que isso traz e da forma como conseguiram corrigir o passado, seria o suficiente para uma grande história. Fizeram asneira, conseguiram 'salvar o dia' e aprenderam a lição, ponto.

O que é que vocês acham sobre isso?

Outro ponto que me fez refletir, foi a relação de amizade de Albus e Scorpius. Fui só eu que achei que, a determinado ponto, esta se iria revelar mais do que uma amizade?

Lembro-me de, há alguns anos, se falar da J. K. ter revelado que Dumbledore seria homossexual, mas a verdade é que esse tema nunca foi transposto para os livros (ou para os filmes…). Sendo um tema bastante atual, achei que, nesta peça, poderia ser um tema a abordar, principalmente depois de, com a leitura, nos ser lembrado o tempo todo que cada um é a pessoa mais importante para o outro (com direito a um Always, e tudo!) e, a dado momento, perceberem-se alguns contornos mais românticos na amizade dos dois adolescentes. Refiro-me, por exemplo, ao momento em que, depois de serem proibidos de se ver, os jovens se encontram numa escada a ficam a contemplar-se…

O que me chateou não foi exatamente o facto desse tema não ser abordado, ok, mas sim o facto de, no final, percebermos que afinal o Scorpius tem uma quedinha pela Rose. What? Como assim? Ela quase não aparece ao longo da peça, na cena em que aparece... é maldosa com ele, mas afinal o Scorpius gosta dela… achei muito clichézinho de comédia romântica, muito uma tentativa de juntar os pares óbvios, mas (mais uma vez!) tudo bem.

A meu ver, neste ponto teria sido preferível não fazer menção a crush nenhuma e deixar a questão em aberto para que do leitor (e o público) pudesse interpretar livremente o relacionamento dos dois.

O que eu mais gostei

Pontos positivos.. gostei muito de ver o desenvolvimento dos adultos da história, e de nos ser mostrado que, mesmo sendo feiticeiros poderosíssimos, e mesmo tendo vivido um ‘felizes para sempre’ a vida continua e os problemas do dia-a-dia são iguais aos de qualquer outra pessoa.
Um exemplo disso é a relação difícil que Harry tem com o filho Albus e a forma como ele assume que, por não ter tido um pai, tem dificuldade em lidar com esse papel. Achei o tema muito real e que humanizou mais os personagens.

Também gostei muito de ver, por outro lado, como mesmo depois de adultos, alguns traços dos personagens se mantiveram. Ron e Draco, com as suas saídas irónicas e cómicas, foram os meus favoritos, embora tenha ficado muito surpreendida com o desenvolvimento de Ginny. Tornou-se uma mulher muito madura, responsável, com bastante jogo de cintura para lidar com a relação do marido com o filho, sabendo bem quando deve ou não interferir.

A cena ocorrida no segundo universo paralelo, em que Ron e Hermione, com o apoio de Snape ajudam Scorpius a resolver o problema da alteração no tempo foi, para mim, das mais comoventes e vai despertar, sem dúvida, muita nostalgia nos fans da série.

Por outro lado, gostei também do facto de, por muitas voltas que a história dê, Neville Longbottom continuar a ser fundamental para a salvação do mundo bruxo.

Outro ponto de que gostei muito, foi de conhecer um pouco mais da relação de Draco com Astoria. Que história triste, mas que história bonita. Apesar da personagem Astoria não ser muito desenvolvida, acredito que seria alguém que todos gostaríamos de conhecer um pouco melhor.

O que eu menos gostei

Como já referi não gostei essencialmente da trama criada em torno da personagem da Delphie – que achei desnecessária – mas houve, além disso, outros aspetos que me incomodaram um bocadinho.

Por exemplo, quem é afinal a cursed child? A Delphie? Ela já não é propriamente uma child e, além disso, ela não foi necessariamente amaldiçoada. Ou foi? Fala-se, na história, de uma profecia, mas não de uma maldição…
Esclareçam-me, por favor, se eu deixei passar alguma coisa em relação a isto..

Ainda neste campo das reclamações: o que é um ninho com asas tem a ver com a história? Eu sei que são detalhes, mas fiquei a pensar nisso e não cheguei a conclusão nenhuma.


Em suma…
De modo geral gostei muito do livro e acho a premissa das viagens no tempo muito interessante. Gostei da ideia dos dois jovens 'excluídos' tentarem algo tão ousado para demonstrar o seu valor e de ver as repercussões que os seus actos teriam.

Acho que para quem é fan da saga, esta é uma oportunidade única de voltar a ler um Harry Potter inédito… ‘pela primeira vez’! Independentemente do formato da obra, a mão da autora está lá, a essência dos principais personagens está lá e acho muito positivo, ao fim de tantos anos, poder regressar a este universo.

Espero que tenham gostado!
Um grande beijinho e até à próxima!

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Lendo Guerra e Paz #8 // Tomo II – 5ª Parte

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho continuar o meu diário de leitura de Guerra e Paz, desta vez em relação à 5ª (e última) parte do 2º Tomo.

Apesar de curtinha, esta é novamente uma parte cheia de reviravoltas ou, como se diz hoje em dia, plot twists.

Vamos lá?

No inicio desta 5ª parte encontramo-nos com Pierre que, após a notícia do noivado de Natacha e da morte de Iossif, se encontra desencantado com o mundo. Nem o casamento, nem a maçonaria conseguem trazer-lhe qualquer alegria.
Pierre retoma por isso velhos hábitos, volta a frequentar o clube e a beber, razão pela qual, e para não comprometer a esposa, regressa a Moscovo.

Em Moscovo, Pierre entrega-se ao vinho e à vida libertina, de modo a afogar os sentimentos e questionamentos que o atormentam.

Frequentava todas as sociedades possíveis, bebia muito, comprava quadros, construía, e principalmente lia.
(…) da leitura passava ao sono, e do sono à tagarelice nas salas de visitas e no clube, e da tagarelice à pândega e às mulheres, e da pândega outra vez à tagarelice, à leitura e ao vinho. Beber vinho tornara-se para ele cada vez mais uma necessidade física e ao mesmo tempo moral. (…) Só se sentia inteiramente bem quando, sem ele mesmo notar como, tendo entornado na sua grande boca vários copos de vinho, sentia no corpo um agradável calor, ternura por todos os seus próximos e a disposição mental para responder de modo superficial a qualquer ideia, sem penetrar na sua essência. Só depois de beber uma garrafa ou duas começava a ficar vagamente consciente de que aquele complicado e horrível nó da vida que antes tanto o horrorizava não era tao horrível como lhe parecera.” (p. 577)

Quem nunca precisou de uma ajudinha servida em copo, para enfrentar as agruras desta vida, não é verdade?

No início desse inverno, também o velho príncipe Bolkónski e Maria se dirigem a Moscovo e é-nos dado a saber que a saúde do príncipe se encontra cada vez mais debilitada, notando-se até alguns sinais de senilidade. Aliado a isso, o príncipe apresenta cada vez mais acessos de fúria, descarregando as suas frustrações na pobre princesa Maria.
Desde a ida para Moscovo que Maria se encontra triste e abatida, uma vez que perdeu o contacto com os seus peregrinos que tanta alegria lhe traziam.
Além disso, Maria passa a encontrar-se pessoalmente com Julie, perdendo assim o prazer de lhe escrever. É também com desgosto que Maria percebe que Julie, tendo perdido os dois irmãos, se tornou única herdeira e, portanto, uma das jovens mais cobiçadas na sociedade moscovita, e que, esse reconhecimento, a tornou uma pessoa fútil, com quem Maria não gostava de privar.
A somar aos desgostos de Maria, acresce o facto do velho príncipe, em jeito de piada, referir que se Andrei se pode voltar a casar, também ele o pode fazer e, com isto, aproximar-se de Mademoiselle Bourienne que, não sendo nada burra, decide aproveitar-se da situação e deixar-se 'seduzir' pelo velho.

Chega então o dia de Sao Nicolau, o santo onomástico do velho príncipe que, abrindo uma exceção, resolve dar um almoço para um grupo restrito de convidados, entre os quais se encontram Pierre e Boris Drubetskoi.
Num momento a sós, Pierre alerta Maria que Boris apenas de dirigiu a Moscovo em busca de uma noiva rica, estando nesse momento indeciso entre a cortejar a ela ou a Julie Karáguina.

Passando a ver as coisas na perspetiva de Boris, percebemos que, para ele, Julie seria uma esposa mais 'rentável', no entanto, Boris sente-se algo renitente em fazer o pedido.

… e todos os dias, reletindo consigo mesmo, Boris se dizia que amanha faria o pedido. Mas na presença de Julie, olhando o rosto e o queixo vermelho dela, quase sempre empoado, os olhos húmidos e a expressão no rosto (…), Boris não conseguia proferir a palavra decisiva; apesar de há muito se considerar já em imaginação o dono das propriedades de Penza e Nijni Nóvgorod (o dote de Julie)” (p. 591)

De forma a forçar um pouco a situação, Julie convida Anatole (o irmão de Hélène) para frequentar a sua casa. Preocupado com a possibilidade de perder a sua oportunidade de noivado para Anatole, Boris resolve-se a fazer o pedido, ficando assim noivo de Julie.

Voltamos depois a acompanhar os Rostov (o conde e as meninas) que, chegando a Moscovo, são recebidos em casa de Maria Dmítrievna, a madrinha de Natacha.

No dia seguinte, aconselhados por Maria Dmítrievna, o conde Rostov e Natacha resolvem visitar o velho príncipe Bolkónski, para se apresentarem. O príncipe recusa-se a receber as visitas que, entretanto, são recebidos por Maria. Maria recebe-os com alguma frieza e distanciamento e, de imediato, antipatiza com Natacha, sendo este sentimento reciproco.

Desde o primeiro olhar, a princesa Maria não gostou de Natacha. Achou-a demasiado bem vestida, levianamente alegre e vaidosa.” (p. 595)

Posteriormente acompanhamos os Rostov até uma opera, evento no qual se encontra reunida a nata da sociedade moscovita, entre os quais: Boris com a sua noiva Julie, Anna Mikháilovna (a mãe de Boris), Dólokhov, Pierre, Hélène e o irmão Anatole.

Num intervalo entre actos, Hélène apresenta-se a Natacha, elogiando a sua beleza e dizendo que já muito tinha ouvido falar dela. Nesse momento, convida-a a fazer-lhe companhia no seu camarote, o que Natacha aceita.
Uma vez aí chegadas, Hélène apresenta Anatole a Natacha que, de mediato de sente enfeitiçada pelo seu charme e encanto.

No entanto, ficamos a saber que Anatole pode ser tudo, menos encantador... Vivia em Moscovo por ter sido forçado, pelo seu pai, a abandonar Petersburgo, levando uma vida boémia, repleta de vinho e mulheres. Não perdia uma farra ou um baile e vivia constantemente à custa do dinheiro que pedia 'emprestado' a qualquer um.
Para completar o pacote, ficamos a saber que Anatole se casou, dois anos antes, durante a permanência do regimento na Polónia, tendo depois abandonado a esposa.

Uma vez que não resiste a uma 'rapariguinha', apesar de não estar apaixonado, Anatole resolve cortejar Natacha, para se divertir. Assim pede a Hélène que convide os Rostov para um dos serões em sua casa.
Durante o serão, improvisam um baile e Anatole convida Natacha para dançar. Durante a dança, Anatole não se cansa de elogiar Natacha, dizendo que a ama.
É neste momento que percebemos que Natacha ainda é, afinal, uma jovem ingénua porque, estas palavras de Anatole, são suficientes para a fazer acreditar que também se apaixonou, pondo em causa os seus sentimentos pelo príncipe Andrei.

Posteriormente, Anatole escreve uma carta a Natacha afirmando que não pode viver sem Natacha ("Ser amado por si ou morrer. Não tenho outra saída." p. 618) e que, por razões secretas os Rostov nunca aprovariam a sua união. Assim, propõe-lhe fugirem e viverem esse amor sem impedimentos.

No entanto, Sónia encontra e lê essa carta, confrontando Natacha com a situação e questionando-a se ela já teria pensado sobre quais seriam essas razões secretas. Natacha, completamente cega, expulsa Sónia do quarto e escreve uma nota à princesa Maria (que inicialmente lhe enviara uma carta para tentar iniciar amizade com a futura cunhada) dizendo que não havia mais mal-entendidos entre elas, mas que não poderia ser esposa de Andrei, terminando assim o noivado.

Nos dias seguintes Sónia percebe uma alteração no comportamento de Natacha, concluindo que o dia da fuga se aproximava. Sendo encontrada a chorar por Maria Dmítrievna, Sónia acaba por confessar-lhe o sucedido e a razão da sua preocupação.
Maria de imediato tranca Natacha no quarto, dando ordens aos criados para que deixassem entrar os visitantes, mas quem logo de seguida fechassem os portões para não os deixar sair. No entanto, Anatole e Dólokhov – que ajudava o amigo – apercebem-se de que algo não está bem e conseguem fugir.

Maria Dmítrievna, de modo a justificar a alteração de comportamento de Natacha (que se encontra apática e chorosa) diz ao conde Rostov que a filha se encontra doente.
Entretanto, e sem saber a quem recorrer, Maria Dmítrievna chama Pierre e, pedindo-lhe segredo, informa-o do ocorrido.

Pierre, que até aí evitara Natacha, fica chocado com o sucedido e dá-lhe a conhecer as razões secretas de Anatole, contando-lhe que ele já é casado.

Quando Pierre voltou a Moscovo, entregaram-lhe a carta de Maria Dmítrievna, que o chamava a sua casa por um assunto muito importante relacionado com Andrei Bolkónski e com a noiva deste. Pierre evitava Natacha. Parecia-lhe que tinha por ela um sentimento mais forte do que aquele que um homem casado devia ter pela noiva do seu amigo” (p.632)

Pierre, de ombros levantados e boca aberta, escutava o que Maria Dmítrievna dizia, se acreditar nos seus ouvidos. A noiva do príncipe Andrei tão amada, essa dantes doce Natacha Rostova, trocar Bolkónski pelo estupido Anatole, já casado (…), e apaixonar-se assim de modo a aceitar fugir com ele! – era uma coisa que Pierre não podia compreender nem imaginar.” (p. 633)

Neste contexto, Maria Dmítrievna, com receio que possa ocorrer um duelo, pede a Pierre que afaste o seu cunhado de Moscovo, pedido que prontamente é acedido.

Entretanto Andrei regressa a casa e logo é informado quer do rompimento do noivado, quer dos rumores de circulam em Moscovo, sobre o rapto da jovem Rostova.
Pierre vai visitar o amigo e, para sua surpresa, encontra-o algo animado a conversar com o pai sobre a guerra.
No entanto, num momento a sós, Andrei entrega a Pierre todas as cartas enviadas por Natacha e pede que lhas devolva, pedindo ainda para que não se volte a falar sobre ela.

Pierre acede ao pedido do amigo, dirigindo-se novamente a casa de Maria Dmítrievna e encontra uma Natacha mais emagrecida, triste, que recentemente se tentara envenenar com arsénico.
Esta visão desperta nele um renovado sentimento de ternura pela jovem Rostova e, terminamos este 2º tomo

– Se eu não fosse eu, mas o homem mais bonito, mais inteligente e melhor do mundo, e fosse livre, ajoelhava-me neste instante e pedia-lhe a sua mão e o seu amor.
Natacha, pela primeira vez depois de muitos dias, chorou lagrimas de gratidão e de ternura e, lançando um olhar a Pierre, saiu da sala.” (p. 643)

Concluímos assim este 2º tomo com um Pierre tranquilo e acalentado, uma Natacha destroçada, e um Andrei desiludido.

Parecia a Pierre que aquela estrela correspondia inteiramente ao que havia na sua alma apaziguada e animada, que florescia para uma nova vida” (p. 644)

 
 
E foi isto!
Esta parte termina novamente um pouco em aberto, deixando o rumo da história aberto a todas as possibilidades.

Quem mais já concluiu este segundo tomo do livro? O que estão a achar?
Não se esqueçam de deixar o vosso comentário!
Um grande Beijinho e até à próxima!


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❤ Para os curiosos: Os post it cor-de-rosa correspondem a anotações do 1º Tomo e as amarelas a anotações do 2º