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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Uma espécie de Wishlist #1

Apesar do tempo para ler ser muito (muito!) curto, a vontade de fazer crescer a minha estante continua.

Aqui estão alguns dos livros que eu não me importava nadinha de ter a morar cá em casa.


  O Corpo em que Nasci de Guadalupe Nettel
  A Avó e a Neve Russa de João Reis


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Papillon na Cozinha // Tarte de Framboesa

Publicado originalmente a 24 de Setembro de 2014
Olá a todos!

Hoje venho mostrar-vos uma sobremesa que fiz recentemente, num convívio familiar.
Como todos gostaram e me pediram a receita, resolvi partilha-la aqui também.

Vamos lá então!

Ingredientes

Para a massa:
 200 gr de bolacha de água e sal,
 35 gr de açúcar em pó,
 100 gr de manteiga,
 20 gr de leite.

Para o recheio:
 500 gr de framboesas,
 150 gr de açúcar,
 1 lima (sumo e raspa),
 3 saquetas de Cuajada (Comprei da Royal®),
 400 gr de natas (com 35% de gordura, bem frias)
 Frutos vermelhos q.b. para guarnecer
 Açúcar em pó q.b. para polvilhar


Preparação

Para a massa:
 Para quem tem Bimby, pulverizar o açúcar 10 seg na Vel. 9. Caso contrário, medir 35 gr de açúcar em pó.
 De seguida, misturar o leite e a manteiga amolecida e amassar bem (Para que tem Bimby, 15 seg / Vel. 6)
 Forrar uniformemente o fundo de uma tarteira de fundo amovível e colocar no frigorifico.

Para o recheio:
 Misturar as framboesas juntamente com a raspa e o sumo da lima e levar ao lume por aproximadamente 15 minutos (Para quem tem Bimby: 15 min / 100º / Vel. 1)
   Adicionar a Cuajada e triturar com varinha mágica (Para quem tem Bimby: 20 seg / Vel 6)
  Deixar arrefecer por aproximadamente 30 minutos, mexendo de vez em quando.
 Bater as natas até ficarem firmes (Para quem tem Bimby: Inserir a borboleta no copo limpo e bater na Vel 3, até ficarem firmes)
 Adicionar a mistura de framboesas e envolver nas natas (Para quem tem Bimby: 15 seg / Vel 2.5)
 Colocar a mistura sobre a massa e levar ao frigorífico até ganhar consistência.
 No momento de servir, decorar com os frutos silvestres e polvilhar com açúcar em pó.

E foi isto!
Foi a primeira vez que fiz esta receita e gostei bastante do resultado final. Não fica exageradamente doce e é uma sobremesa diferente do habitual!

Espero que tenham gostado e, se experimentarem a receita, dêem o vosso feedback!

Um grande beijinho e até à próxima


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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Papillon Viaja // Roteiro de Viagem – Barcelona (Parte 2 – Locais a Visitar)

Publicado originalmente a 15 de Abril de 2015

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Depois de vos ter falado aqui das Considerações Gerais da minha viagem a Barcelona, venho hoje falar-vos dos locais que visitei.

A vida cultural da cidade é riquíssima e em todo o lado se encontram museus, que nos apresentam desde múmias egípcias a obras de arte contemporânea.

Apesar de adorar visitar museus, confesso que o meu maior interesse nesta cidade eram as obras de Antoni Gaudí – arquitecto que viveu e trabalhou em Barcelona – bem como a zona do Bairro Gótico, por clara sugestão dos livros de Carlos Ruiz Zafón.

Para me conseguir organizar melhor, vou falar-vos dos locais que visitei pela ordem de visita. Não quer dizer que seja a melhor forma de conhecer a cidade, mas foi como nos organizamos.

Vamos lá?

Parque Güell
O Parque Güell é um grande parque urbano, situado no distrito de Gràcia. Inicialmente destinado a ser uma urbanização, foi concebido pelo arquitecto Antoni Gaudí, por encomenda do empresário Eusebi Güell.
Construído entre 1900 e 1914, revelou-se um fracasso comercial e foi vendido ao Município de Barcelona em 1922, tendo sido inaugurado como parque público em 1926.
Em 1969 foi nomeado Monumento Histórico Artístico de Espanha, e em 1984 foi classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
No recinto do parque, numa casa onde Gaudí morou durante quase vinte anos, funciona desde 1963 a Casa-Museu Gaudí, cujo acervo inclui objectos pessoais e obras de Gaudí.
A entrada no Parque fica por 8€, custando a entrada na Casa-Museu Gaudí 5,5€


La Pedrera / Casa Milà
A Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, é um edifício também desenhado por Antoni Gaudí e construída entre os anos 1905 e 1907, por encomenda de Pere Milà i Camps e sua esposa Roser Segimon.
Está situada no Passeig de Gràcia e, na época, foi uma obra muito controversa por causa da fachada de pedra ondulante e varandas de ferro forjado projectadas por Josep Maria Jujol.
Os habitantes da cidade da altura consideravam-no feio, daí a alcunha de ‘pedreira’.
Actualmente é parte do Património mundial da UNESCO, juntamente com outras obras de Antoni Gaudí.
O edifício não possui quaisquer linhas rectas, podendo ser considerado mais uma escultura do que um edifício convencional.
A entrada em La Pedrera custa 20,50€ e inclui áudio-guia.


Casa Batlló
Descendo o Passeig de Gràcia – a cerca de 500 m da Casa Milà – deparamo-nos depois com a Casa Batlló.
A Casa Batlló, foi construída inicialmente no período 1875 a 1877, sendo posteriormente – em 1900 – adquirida pelo rico industrial Josep Batlló.
Nessa altura, o arquitecto Antoni Gaudí foi contratado pelo proprietário para projectar um novo edifício para o local, demolindo o existente. No entanto, por sugestão do arquitecto, o proprietário mudou de ideias e optou por uma reforma e remodelação, executada no período de 1904 a 1906.
A fachada principal tem uma composição de mosaicos coloridos, balcões com formas orgânicas, uma grande tribuna com pilares que lembram ossos humanos e, coroando a composição, o telhado ondulado com escamas que lembram um enorme dragão.
Dentro do edifício todos os detalhes são muito minuciosos, desde maçanetas de porta a rebaixamentos de tecto, tendo os movimentos dos oceanos como inspiração.
A entrada na Casa Batlló custa 21,50€ e inclui áudio-guia.


La Rambla
Continuando a descer o Passeig de Gràcia, chegamos à Plaça de Catalunya, onde encontramos o El Corte Inglés e o Hard Rock Café (onde se come muito bem, diga-se de passagem).
Continuando a descer em direcção ao Mirador de Colom, atravessamos Las Ramblas.
Nesta avenida são encontrados quiosques de flores, cafetarias, restaurantes e lojas comerciais.
Além disso, passeando pela Rambla, podem admirar-se vários edifícios de interesse, como o Palau de la Virreina, o Grande Teatro do Liceu e o sobejamente conhecido Mercado da La Boqueria.
A Rambla termina junto ao Porto Velho, onde o Mirador de Colom aponta para o mar.


El Bosc De Les Fades

Mesmo a chegar ao Mirador de Colom numa rua à esquerda (quando virados para o mar) encontramos o Museu de Cera.
Aí, numa ruelazinha encontramos uma porta de madeira, discreta, com um quadro a anunciar El Bosc De Les Fades. Entramos! E recomendo que todos entrem!
El Bosc De Les Fades é um pequeno um pequeno ‘café de fadas’, com uma pequena floresta onde podemos (literalmente) tomar um cafézinho por baixo de árvores e ao lado de fontes de água.
Percebi depois que também se pode aceder a este café através de uma loja Passage Del Temps – mesmo em frente ao Museu de Cera.


Bairro Gótico

O Bairro Gótico – Barri Gòtic – é um dos quatro bairros que formam o distrito da Ciutat Vella e conserva a arquitectura típica do estilo gótico. É o núcleo mais antigo da cidade e seu centro histórico.
A minha vontade de visitar esta parte da cidade veio claramente das referências de Zafón, e fui completamente seduzida pelo seu ar romântico e misterioso.


Catedral de Santa Eulália

A Catedral de Santa Eulália Foi erguida entre os séculos XIII e XV e é também conhecida como Catedral de Barcelona. Está localizada na praça Pla de la Seu, e como o próprio nome diz, está dedicada a Santa Eulália, padroeira da cidade. É a Catedral mais importante de Barcelona e símbolo do Bairro Gótico.
Aparentemente a entrada é gratuita da parte da manhã (excepto aos Domingos) mas, como fomos durante a tarde a entrada ficou por 7€.


Passadiço da Carrer Bisbe

Este passadiço de estilo gótico foi construído em 1928 por um seguidor de Antoni Gaudi e liga o edifício do Palau de la Generalitat e a Casa del Canonges.
Segundo a história, muitas dessas pontes eram construídas no sentido de permitir que as pessoas importantes e de classes mais altas não se misturassem com as pessoas da rua.
O passadiço é um dos pontos turísticos do Bairro Gótico e era algo que eu queria muito ver. Adivinham porquê?


Templo Expiatório da Sagrada Família

Templo Expiatório da Sagrada Família é uma monumental igreja de Barcelona, iniciado em Março de 1882 pelo arquitecto diocesano Francisco de Paula del Villar e continuada, a partir do ano seguinte, pelo arquitecto Antoni Gaudí. Esta foi uma obra com que Gaudí se ocupou até sua morte, em 1926.
Desde então, vários arquitectos continuaram o trabalho seguindo a ideia e os esboços originais.
Desde o início da sua construção – há mais de 133 anos – a obra sempre foi desenvolvida a partir de doações. Por isso, e como afirmou Gaudí, ‘A Sagrada Família é feita por pessoas e  espelha um trabalho que está nas mãos de Deus e na vontade do povo’.
A construção continua – lentamente – e o seu término está previsto para até 2020 (Será?).
A entrada no Templo Expiatório da Sagrada Família custa 15€, a subida às torres fica por 4,5€ e, o áudio-guia (não incluído) pode ser alugado por 4,5€.

Dica de ouro: Comprem as entradas para a Sagrada família online! Eles não vendem bilhetes de entrada com antecedência (só podem comprar para o próprio dia e as filas são enormes), pelo que compensa comprarem previamente, online
Tivemos a sorte de ir para a fila às 8h (que sorte!) comprar entrada para as 9h. No entanto, a maioria da pessoas que compra de manhã – depois de horas na fila –só consegue entrada a partir das 12h30. E sim, a entrada é com hora marcada, bem como a subida às torres. Por  esta razão, recomendo que comprem os bilhetes para a subida às torres para cerca de 30 minutos depois da hora de entrada.


❤ Montjuïc

Montjuïc é uma colina situada na zona sudoeste da cidade – no bairro de Sants – e oferece uma infinidade de áreas verdes e jardins, atracções culturais, centros desportivos e locais olímpicos.

Montjuïc também é o lar de museus, acolhendo a Fundació Miró, o Museu d'Arqueologia, o Museu Etnològic e o Museu Nacional d'Art de Catalunya-MNAC, estando este último alojado no Palau Nacional.

A Fonte Mágica é outro local de interesse a visitar em Barcelona e tenho pena de não ter podido visitá-la de noite. Deve ser lindíssima!


Castelo de Montjuïc

Castelo de Montjuïc é uma antiga fortaleza militar e está situado no cume da montanha de Montjuic.
A entrada no Castelo custa 3€.

Outras informações

♥ Os monumentos e museus são caros?
São, como puderam ver pelos preços que referi basta visitarem as 3 principais obras de Gaudí (Casa Milà + Batlló + Sagrada Família s/ áudio-guia) para gastarem facilmente 60€.
Valem a pena? Valem! Para quem aprecia museus e para quem aprecia arquitectura valem sim!

Apesar de nesta viagem não ter visitado verdadeiramente museus (pintura, escultura, etc…) vi que existem cartões de desconto – como o Barcelona Museum Pass – que podem valer a pena!

Existe ainda o Barcelona Card que, além de incluir a entrada gratuita num vasto leque de museus, oferece pequenos descontos na compra de bilhete para outros locais e serviços, incluindo transportes.

Fazendo as contas, e atendendo aos locais que queria visitar, não achei que compensasse (para mim!) adquirir nenhum destes cartões. No entanto, e para quem quer visitar sobretudo museus, esta pode ser uma excelente dica.

E foi isto!
Espero que tenham gostado do post e, caso tenham mais dicas ou sugestões sobre a cidade ou sobre viagens, deixem nos comentários que eu vou adorar saber!
Um grande Beijinho e até à próxima!


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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Papillon Viaja // Roteiro de Viagem – Barcelona (Parte 1 - Considerações Gerais)

Publicado originalmente a 15 de Abril de 2015

Olá a todos!
Espero que se encontrem bem!

Hoje venho falar-vos um pouco da minha viagem a Barcelona, uma vez que me foi pedido que desse algumas dicas de sítios a visitar bem como conselhos gerais para a viagem.

Para o post não ficar muito longo, optei por vos falar hoje das considerações gerais e, na parte 2, dos locais a visitar.
Espero que gostem!

❤ Considerações Gerais

Antes de viajar importa atender ao clima do local para o qual vão viajar. Costumo consultar o Accuweather.com para ir mais bem preparada para as férias.

Além de pensar nas roupas, importa também pensar no calçado porque, para quem, como eu, gosta de andar muito a pé e passear muito, um calçado confortável é essencial.

Como sabem, a moeda usada em Espanha é o Euro, pelo que não tive que me preocupar com câmbios de moeda. Os cartões multibanco são aceites em todo o lado e não se pagam taxas pela sua utilização.

❤ Avião e transportes

Marquei a viagem pela Ryanair, fazendo o voo Porto - El Prat. Saí de de Portugal às 6h do dia 5 de Abril e regressei às 22h30 (locais) do dia 8, pelo que deu para aproveitar muito quer o dia de ida, quer o de regresso.

Do aeroporto de El Prat saem, a cada 5 minutos, autocarros da Aerobus que nos deixam no centrozinho da cidade – na Plaça d’Espanya ou Plaça Catalunya – custando a viagem de ida e volta cerca de 10€.
A viagem dura cerca de 20 minutos.

Em cada uma destas praças, saem linhas de metro que vos deixam onde quiserem!

❤ Transportes na Cidade

A rede de metro de Barcelona é super bem organizada, e facilmente se chega aos principais pontos da cidade.

Existem várias modalidades de pagamento mas, a que me pareceu mais proveitosa – na nossa situação – foi a senha de 10 viagens que custa 9,95€. A viagem em si não tem limite de tempo ou distância, podendo-se fazer todos os transbordos necessários (até atravessar a cidade se quisermos!).
A viagem só se esgota se sairmos da estação e tivermos que voltar a entrar. A partir do momento em que entramos numa estação, podemos aceder a todas as outras estações, sem sair da linha contando, portanto, uma só viagem

(Isto pode parecer óbvio para muita gente mas, quem conhece a Linha de Metro do Porto, vai entender-me…)

Existem outras modalidades de viagem, como o Barcelona Travel Card  (para 2, 3, 4 ou 5 dias ) – mas acaba por ficar mais caro.
No total das mini-férias usei 11 viagens (o cartão de 10 viagens + 1 singular, por 2,15€) pelo que compensou comprar desta forma.

Acessos a Montjuïc

Além das linhas do metro, podemos ainda usar estas viagens para andar no Funicular de Montjuïc.

No entanto, para andar no Telefèric de Montjuïc (desde o final do Funicular, até ao topo da colina) o bilhete do metro não é valido.
Ai teremos que comprar um bilhete especifico que fica por 7,80 € a viagem única e 11.50 € o bilhete de ida e volta.

❤ Estadia

Fiquei hospedada no Hotel Confortel Bel-Art – que fica a cerca de 7-8 minutos a pé da Sagrada Família – tendo uma paragem de metro bem perto (5 minutos a pé).
O quarto em que ficamos era pequeno, no entanto aconchegante e confortável, servindo perfeitamente para o tempo de estadia.
Além disso, o hotel disponibiliza wi-fi gratuita.

Ficamos hospedados apenas com regime de estadia, uma vez que preferimos tomar o pequeno-almoço na rua (em todo o lado existem Starbucks, Dunkin’ Donuts, cafezinhos e padarias…)

❤ Comida e compras

Confesso que nestas mini-férias ignorei completamente a dieta (nas férias, tem que ser, não é?).
Fartei-me de comer bem e por todo o lado existem restaurantes com as típicas tapas. Fiquei ainda surpreendida pela grande quantidade de gelatarias e restaurantes italianos que se encontram pela cidade.

Outro sítio muito característico para se comer bem é o Mercado de La Boqueria. Além de mercadinho – onde se vende carne, fruta, legumes, Jamón… – ainda encontramos tendinhas onde vendem pratos já feitos (Paella, Wrap’s, Burritos, empadas…) e os conhecidíssimos sumos de fruta!
Deliciei-me!


Quanto a compras, confesso que não despendi muito tempo em compras – não foi com esse intuito que visitei a cidade – mas, obviamente, não podia deixar de passar pelo Passeig de Gràcia (onde encontramos lojas como Prada, Lacoste, Tommy Hilfiger, Mango...) e pela conhecidíssima La Rambla!
Além disso, na Plaça Catalunya encontramos o famoso El Corte Inglés.

Espero que tenham gostado do post e não se esqueçam de acompanhar a continuação  – locais a visitar – na parte 2!
Um grande Beijinho e até à próxima!


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